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«Cada país parece ter os líderes que merece»

Kofi Annan faz um balanço dos seus 9 anos à frente das Nações Unidas, numa entrevista concedida quando está prestes a chegar ao fim o seu mandato como secretário-geral da organização.

Numa das últimas entrevistas na qualidade de secretário-geral da ONU, cargo que desempenha desde 1 de Janeiro de 1997, Kofi Annan recebe o correspondente do EXPRESSO Tony Jenkins e faz o balanço dos nove anos que passou à frente da Organização das Nações Unidas.

Primeiro secretário-geral oriundo da própria organização – e sétimo desde a criação da ONU – confessa que, quando entrou para a estrutura da organização, há mais de três décadas, pensou que "ia ficar apenas dois anos". Agora, ao abandonar o cargo, diz estar "extremamente preocupado com o Médio Oriente em geral" e que não sabe onde é que, nessa região, "tudo irá parar". Outro assunto que lhe "tira o sono" é a degradação ambiental. "Quando olhamos para trás, falamos de gigantes e de grandes líderes. Espero que os nossos tempos também venham a produzir alguns desses grandes líderes", afirma.

Sobre o seu futuro pessoal, Annan, que é natural do Gana e casado com uma sueca, diz que vai tirar "umas férias prolongadas, de pelo menos três meses", tencionando viver depois "com um pé no Gana e outro na Europa".

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