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Expresso

Atualidade / Arquivo

Buscas seguem em perímetro alargado

Os fuzileiros vão ajudar nas buscas aos dois passageiros que ainda estão desaparecidos. Água barrenta e uma forte corrente em nada ajudarão.

As autoridades vão aumentar o perímetro das buscas nas margens do Tua, procurando os dois desaparecidos que viajavam no comboio que segunda-feira caiu ao rio, e que receiam que não sejam encontrados com vida.

Os meios que se encontram no local estão a ser reforçados, nomeadamente com mais elementos das corporações de bombeiros da região e militares da GNR, estando também prevista a chegada de fuzileiros.

A equipa de militares fuzileiros especializados para buscas no rio terá 13 elementos e, logo que estejam no local os três botes, iniciará o varrimento das margens do rio entre a foz do Tua, no Douro, e o local do acidente, informou o governador civil de Bragança, Jorge Gomes.

Um helicóptero deverá transportar para o local quatro mergulhadores para reforçar as buscas no rio, que está com uma corrente muito forte e com águas barrentas, o que dificulta as operações de busca e socorro.

No local encontra-se um psicólogo para apoiar as famílias das vítimas, tendo viajado desde Coimbra para acompanhar as operações no local.

As autoridades salientam a dificuldade em aceder a certos pontos nas margens do rio, devido a escarpas com declives que impedem o acesso por terra.

As comportas da Ponte Açude de Mirandela continuam encerradas e só serão feitas descargas de água de forma controlada quando for mesmo necessário.

Ao fim da tarde de segunda-feira, uma composição do Metro de Mirandela ao serviço da CP descarrilou quando fazia a ligação entre o Tua e Mirandela, arrastando os cinco ocupantes por uma ravina com cerca de 60 metros.

O balanço até cerca das 13 horas era de um morto (o revisor), dois feridos, que estão livres de perigo, e dois desaparecidos.

As buscas recomeçaram ao amanhecer, depois de terem sido interrompidas cerca das 02h30, mas segundo fontes locais, estão a ser dificultadas pela existência de um único acesso, através da via férrea.

Fonte da GNR referiu à Lusa que a causa do acidente terá sido um "deslizamento de terras". Também a REFER, empresa responsável pela gestão da linha ferroviária, admitiu hoje que o acidente tenha sido provocado por um desabamento de pedras.

A empresa, que já abriu um inquérito interno para apurar as causas do acidente, garantiu que a via férrea é alvo de intervenções periódicas.