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Bragaparques critica "manobra dilatória" da Câmara de Lisboa

O director-geral da Bragaparques, Hernâni Portovedo, criticou a manobra dilatória" assumida nesta manhã pela autarquia. Os advogados da CML abandonaram a audiência, o que motivou a suspensão da sessão.

Paulo Paixão e Rui Gustavo

Em declarações aos jornalistas, à saída do tribunal, o director-geral do grupo Bragaparques, Hernâni Portovedo, classificou como "manobra dilatória" a decisão dos advogados da autarquia, que renunciaram à sua continuação neste processo. Portovedo disse que a situação acarreta elevados prejuízos" à Bragaparques.

Na sessão desta manhã, no Tribunal Administrativo de Lisboa, o juiz chegou a propôr nova avaliação dos terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular, com vista a um possível acordo, mas a Bragaparques diz que tal é inviável.

Minutos antes, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) ficara sem advogados, pois os representantes da autarquia renunciaram por discordâncias com a mudança de posição da CML. A audiência foi suspensa até 25 de Fevereiro. Ontem, António Costa dissera aos jornalistas que os serviços jurídicos tinham instruções para adoptar hoje uma posição passiva".

A mudança de orientação do Executivo foi assumida na quarta-feira em sessão de câmara. Até então, a autarquia (liderada por Carmona Rodrigues) sempre defendera a legalidade de todo o negócio. Este caminho inverteu-se agora, pois PS, BE, PCP e Cidadãos por Lisboa defendem a nulidade. No entanto, formalmente, só amanhã a autarquia aprovará uma deliberação sobre este assunto, numa reunião extradordinária ontem convocada.

Para baralhar ainda mais as coisas neste intricado caso e suas ramificações, José Sá Fernandes (autor da acção popular que está ser julgada no Tribunal Administrativo de Lisboa) pediu nesta manhã a junção da acusação criminal (no qual estão pronunciados Carmona Rodrigues, entre outros) e da sindicância.

  • Julgamento suspenso até 25 de Fevereiro

    A audiência preparatória, que decorreu esta manhã no Tribunal Administrativo de Lisboa, foi suspensa até 25 de Fevereiro. A sessão ficou marcada pelo abandono dos advogados da Câmara de Lisboa.

  • Advogados da Câmara batem com a porta

    A Câmara Municipal de Lisboa ficou sem advogados, em pleno tribunal, na audiência preparatória que decorre neste momento na capital. Os advogados discordam da mudança de posição da Câmara no processo Bragaparques.