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Boom Festival volta a Idanha-a-Nova

O festival de música «mais internacional de Portugal» regressa pela sexta vez à Herdade do Torrão. São esperadas 20 mil pessoas, de 63 nacionalidades.

O Boom Festival volta a Idanha-a-Nova, como sempre, em época de lua cheia. Durante os próximos seis dias, o objectivo desta edição do evento é interligar artes, cultura e conhecimento com ecologia. Música, cinema, dança, teatro, conferências e workshops são apenas algumas das actividades que vão animar os cerca de 20 mil espectadores aguardados.

O Boom Festival é já considerado o «evento mais internacional realizado em Portugal». Como vem sendo habitual, o público estrangeiro está em grande maioria, havendo já milhares de bilhetes comprados, antecipadamente, por participantes de 63 nacionalidades diferentes. São esperados apenas 10% a 20% de espectadores portugueses.

Mais do que o som - que nesta edição se divide em três áreas de dança – é o ambiente que atrai, bianualmente, milhares de pessoas ao Boom Festival. O evento é feito sem qualquer patrocínio e «tem uma cultura de interdisciplinaridade». «Incentivar a partilha e a miscigenação artística é o seu lei motiv», explica a organização, salientando que «o Boom não é só música».

A grande novidade do festival passa pela implementação de sistemas de sustentabilidade, inovação que vai ao encontro do tema desta edição: a ecologia. Geradores movidos a energia solar, WC`s secos (que não usam químicos) e chuveiros económicos (que reutilizam a água depois de um tratamento biológico) são apenas alguns dos novos sistemas do Boom. Todas estas práticas têm a supervisão do Ecocentro IPEC, uma instituição brasileira com biotecnologia credenciada pelo Banco do Brasil.

Actividades para todos os gostos

As zonas de dança contam também com uma novidade: o «Sacred Fire», um espaço dedicado à música tribal e acústica. No «Dance Floor», por onde vão passar 50 Dj’s, predominam os ritmos electrónicos. Tal como nas edições anteriores, o «Chill-Out» continua a ser uma área de «música sem fronteiras», passando pelo reggae, dub e o ethno-ambient. Embora a organização não pretenda ter um público «escravo de nomes de artistas», Dick Trevor (Inglaterra), Tsuyoshi Suzuki (Japão) e Yotopia (Israel), são alguns dos grandes nomes do Boom Festival 2006.

Se de noite reina a música, durante o dia é o leque variado de actividades da «Liminal Village» que marca a diferença em relação aos outros festivais de verão. «Reflexão, debate e criação são as palavras-chave desta área», explica a organização. Os espectadores podem participar em workshops, conferências e terapias alternativas, com temas como o desenvolvimento pessoal e o reiki.

O cinema e o multimédia também vão fazer parte do Boom, com documentários, filmes independentes e experimentais a integrarem o cartaz da zona «Metacine». A arte terá igualmente o seu espaço, na «Inner Visions Gallery», onde estarão expostos trabalhos de diversos artistas plásticos, desde pintores a escultores.

E porque o Boom Festival não tem idades, a organização montou ainda o «Baby Boom», uma zona monitorizada por educadores profissionais. Os pais podem deixar lá os seus filhos, com a certeza de uma alargada programação de tempos livres para os «micro-boomers».

Entre muita música, actividades, mergulhos na lagoa de Idanha-a-Nova e noites de lua cheia, esperam-se seis dias de muita animação e partilha de culturas.