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Bonga leva África a Belém

Até domingo a música africana vai marcar presença junto à Torre de Belém. O angolano Bonga e o senegalês Cheikh Lô abrem as «hostilidades».

O ANGOLANO Bonga e o senegalês Cheih Lô abrem esta noite o África Festival. Durante quatro dias os sons do continente negro animarão todos aqueles que rumem à Torre de Belém, em Lisboa. A entrada é livre.

Bonga é um nome já sobejamente conhecido dos portugueses, Cheilh Lô, um autodidacta oriundo do Senegal, actualmente a viver em Paris e cuja música absorveu influências diversas, do Congo aos Camarões.

Organizado no âmbito das Festas de Lisboa, a programação oferece uma perspectiva da música africana actual, na qual as sonoridades mais tradicionais surgem misturadas com as mais diversas influências. O destaque vai para os concertos marcados para as 22 horas.

Na sexta-feira sobem ao palco o cabo-verdiano Tcheka, que traz consigo os batuques de Santiago, e a cantora do Mali Oumou Sangaré. Sábado actua Djumbai Jazz,  um nome actualmente com grande destaque na Guiné-Bissau que começou a cantar nas festas tribais, e Tiken Jah Fakoly que chega da Costa do Marfim com uma música electrizante, repleta de apelos à igualdade. No domingo, será a vez dos tambores da zimbabuena Stella Chiweshe e da moçambicana Eyuphuro, onde estará bem patente a influência dos ritmos tradicionais da província de Nampula.

Mas a música africana não se esgota neste cartaz. A seguir aos concertos haverá lugar, todas as noites, para a actuação «dj’s». Durante as manhãs (entre as11h e as 13h) decorrem diversos ateliers para crianças. Os fins tarde são reservados para o teatro, com leituras encenadas em formato radiofónico.