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Bolonha pode abrir vaga migratória

O vice-presidente do BEI, Carlos Costa, considera que o sistema de Bolonha tem alguns riscos para as universidades portuguesas.

As universidades portuguesas podem vir a sofrer uma vaga migratória com o processo de Bolonha, alertou esta sexta-feira, Carlos Costa, vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI).

"Há um risco grande das universidades portuguesas virem a fazer apenas o preparatório de outras universidades europeias", defendeu Carlos Costa na conferência "As empresas do Século XXI. Novas vertentes do ensino", que decorreu no Porto.

Para o vice-presidente do BEI, a nova dinâmica de formação por módulos implica "provavelmente migrações" e, no novo modelo de ensino superior, as universidades portuguesas podem ver os seus alunos partirem para terminar os seus cursos noutros estabelecimentos de ensino europeu, com mais notoriedade internacional.

"Corremos o risco de investir no primeiro ano de ensino e ver, depois, esse investimento ser sugado por países mais desenvolvidos", disse o economista na conferência organizada pela SHARE - Associação para a Partilha do Conhecimento.

Apesar de "não ter dúvidas de que há lugar para as universidades portuguesas na nova rede transeuropeia", o vice-presidente do BEI considera que "qualquer aluno, ao gerir a sua carteira de conhecimentos, vai querer concluir o diploma nas universidades que têm mais categoria em termos de notoriedade".

Assim, apesar de haver universidades portuguesas bem colocadas na malha transnacional, a tendência natural será os melhores alunos procurarem as escolas que "dão mais oportunidades de capitalização do conhecimento", defendeu.