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Bispos rezam missa na fronteira EUA/México

A celebração de duas missas, na fronteira entre os EUA e o México mobiliza católicos norte-americanos e mexicanos contra a construção de um muro anti-imigração ilegal.

As conferências episcopais norte-americana e mexicana vão manifestar, na próxima quinta-feira (dia 2 de Novembro), o seu desagrado contra a assinatura do presidente dos EUA, George Bush, efectuada ontem na Casa Branca, que determina o levantamento de um muro de 200 quilómetros na fronteira com o México. Na fronteira entre os EUA e o México serão celebradas duas missas em simultâneo em sinal de protesto pela decisão do Presidente norte-americano, que ignorou um pedido feito há algumas semanas do próprio presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, monsenhor William Skylstad, que solicitava a Bush o veto da lei.

Monsenhor Ascencio Léon, responsável pela comissão episcopal mexicana da Mobilidade Humana, manifestou o seu desagrado pela decisão do presidente norte-americano, sublinhando que "ao construir um muro está a dividir sociedades que têm muitos familiares de um lado e de outro da fronteira, além de ser um claro atentado contra os Direitos Humanos". Para os bispos mexicanos, a crescente vaga de imigração ilegal do seu país para os EUA não se resolve com o levantamento do já denominado "muro Bush". Para os bispos do México "torna-se urgente uma reforma de políticas de migração, por parte das autoridades do México e dos EUA", uma posição subscrita pelo presidente da Conferência dos Bispos Católicos norte-americanos, para quem a legislação norte-americana só irá "favorecer os casos de violência relacionada com o contrabando de emigrantes mexicanos".

Entretanto, os bispos dos EUA financiaram um documentário, que será apresentado até final do mês de Novembro na televisão PBS (estação privada de canal aberto) sobre os esquemas do contrabando de migrantes mexicanos para os EUA e as situações de "injustiça e de pobreza" em que aquelas pessoas vivem. No domingo, os bispos norte-americanos dão a conhecer um documento contra a decisão da construção do "muro Bush".