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Bio-arquitectura no Boom 2006

Amir Rabik, bio-arquitecto, é o pai das construções em bambú e sistemas de sustentabilidade demonstram a preocupação ambiental do Boom Festival 2006.

A ecologia é o tema da sexta edição do Boom Festival, que desde dia 3 arrastou mais de 20 mil pessoas a Idanha-a-Nova. O bambu foi o material de eleição para a bio-arquitectura do evento, cujo design foi concebido pelo indonésio Amir Rabik, cônsul honorário de Espanha e de Portugal em Bali.

Durante os últimos dois meses, uma equipa de 70 balineses, liderados pelo bio-arquitecto Amir Rabik conseguiram o impossível: construir as zonas de Chill-Out, Dance Floor e Liminal Village, inspiradas em pagodes do oriente.

Com 2500m2 e 26,5 metros de altura, a estrutura onde os milhares de boomers dançam trance pela noite fora, é já considerada o maior pagode em bambu da Europa. «Quando fui convidado para fazer o Dance Floor pensei numa torre tibetana, mas cheguei à conclusão que demoraria cerca de seis meses a construir», explicou ao EXPRESSO Amir Rabik. «Esta opção demorou apenas dois meses. Foi um desafio e penso que também ficou engraçada».

O bambu utilizado nas estruturas não provém do abate de árvores, mas sim de reutilização. O mesmo conceito foi utilizado na concepção das restantes estruturas festival, sendo utilizada a madeira queimada pelos incêndios que assolaram Idanha-a-Nova, no ano passado.

Além da bio-arquitectura, o recinto conta ainda com outras inovações ecológicas: os sistemas de sustentabilidade. Chuveiros que poupam até 80% de água, geradores movidos a energia solar, casas de banho secas, livres de químicos e pensadas para a adubagem de terrenos e cinzeiros de bolso, para evitar as desagradáveis beatas no chão, são alguns dos exemplos da preocupação ambiental da organização.