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Bento XVI apela ao diálogo entre cristãos e muçulmanos (vídeo)

O papa Bento XVI apelou hoje, no Chipre, ao diálogo interreligioso entre cristãos e muçulmanos, observando que este é "um trabalho de paciência". (Veja vídeo SIC)

O papa Bento XVI apelou hoje, em Nicósia, no Chipre, ao diálogo interreligioso entre cristãos e muçulmanos, observando que este é "um trabalho de paciência".     "Ainda há muito a fazer no mundo" em relação ao diálogo entre as religiões, disse o papa, no segundo dia da visita que está a fazer ao Chipre.      A República do Chipre do Norte (RTCN, reconhecida apenas pela Turquia) é predominantemente muçulmana e a República de Chipre, no sul, é principalmente ortodoxa. Neste contexto, segundo o papa, os católicos cipriotas tiveram "oportunidades para uma ação justa e prudente."     "Só através do trabalho árduo é que a confiança mútua pode ser construída, o peso da história e do passado e as diferenças políticas e culturais entre os povos tornam-se um motivo para trabalhar no sentido de uma compreensão mais profunda", afirmou.     "Encorajo-vos a favorecer a criação de tal confiança mútua entre cristãos e não cristãos, como base para o estabelecimento de uma paz duradoura", acrescentou.     Na sexta feira, durante a viagem de avião rumo ao Chipre, Bento XVI disse que quer "ser capaz de dialogar com os irmãos muçulmanos e continuar o diálogo para uma coexistência cada vez mais frutífera."    

"Retidão moral" para uma sociedade mais justa

O papa também pediu aos católicos o diálogo ecuménico, sublinhando que "a busca de uma maior unidade no amor com os outros cristãos" é "uma parte essencial da missão" de sua Igreja.     Bento XVI disse ainda, referindo-se aos políticos, que apenas pessoas com uma "retidão moral" e que respeitem os outros podem favorecer o bem comum e construir uma sociedade mais justa, fraterna e em paz.     O papa acrescentou que quando as políticas que defendem estão em harmonia com a lei natural, as ações tornam-se mais sensatas e contribuem para o desenvolvimento da compreensão, da justiça e da paz.     O segundo dia de Bento XVI em Chipre começou com uma reunião com o presidente Demetris Cristofias, em Nicósia, e a deposição de uma coroa de flores no monumento ao arcebispo Makarios III, primeiro presidente de Chipre.     Após uma sessão privada com Demetris Cristofias, Bento XVI reuniu-se com as autoridades civis e o corpo diplomático da ilha.      Segue-se um encontro com a pequena comunidade católica do Chipre. Os católicos representam 3,5 por cento dos habitantes de Chipre, país de maioria ortodoxa (88 por cento dos seus quase 800 mil habitantes).      Após a reunião com as comunidades maronita, latina e arménia, as três igrejas católicas presentes na ilha, o papa visitará o arcebispo ortodoxo de Nicósia, Crisóstomo II, e o Santo Sínodo, órgão máximo de governo da poderosa Igreja Ortodoxa, que tem um grande peso no Chipre e mantém relações estreitas com a Igreja Ortodoxa Russa, a mais importante.      Hoje à tarde, o papa presidirá a uma missa em Nicósia.     *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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