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Aznar pede eleições antecipadas em Espanha

Aznar disse hoje que o atual executivo "levou o país para a crise mais grave dos últimos 60 anos".

O antigo primeiro ministro espanhol José María Aznar disse hoje que o país vive "a crise mais grave" dos últimos 60 anos e pede eleições antecipadas para não prolongar "a agonia".

"O tempo deste Governo está terminado e cada dia que passe sem que os espanhóis possam expressar a sua opinião claramente e apostar numa mudança em eleições gerais é um prolongamento inútil da agonia do país", disse Aznar, na conferência das "Novas Gerações" do Partido Popular, no município espanhol de Lorca.

O presidente honorário do Partido Popular, a principal oposição ao Governo socialista de Jose Luis Zapatero, disse que o atual executivo "levou o país para a crise mais grave dos últimos 60 anos".

Reformar o Estado

Para Aznar, "reformar o Estado" é urgente, porque "nas atuais circunstâncias não é politicamente viável nem é financeiramente sustentável", assim como é indispensável lutar contra o défice e a dívida e fazer a reforma dos setores fiscal e laboral em Espanha.

O antigo primeiro ministro espanhol criticou ainda a presidência espanhola da União Europeia que, em sua opinião, ficou marcada pela "insignificância".

Na próxima segunda feira, o Presidente da República portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, recebe José María Aznar no Palácio de Belém, em Lisboa.

Aznar, que chefiou o Executivo espanhol entre 1996 e 2004, preside atualmente à Fundação para a Análise e Estudos Sociais de Espanha e dá aulas na universidade norte-americana de Georgetown.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico  

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