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Avança estudo inédito sobre fibromialgia

Hoje é o Dia Mundial da Fibromialgia. Doença já afecta 3,7% de portugueses e vai ser alvo de um estudo inédito realizado na Faculdade de Motricidade Humana.

Alexandra Carita (www.expresso.pt)

Cada vez mais pessoas são afectadas pela fibromialgia. A doença é uma síndrome de dor crónica caracterizada por dor muscular, sono não reparador, rigidez, fadiga, depressão, ansiedade e dor à pressão em 18 pontos específicos.

Em Portugal 3,7% da população já sofre da fibromialgia, para a qual não existe uma intervenção terapêutica específica. A causa e natureza da fibromialgia não é conhecida.

Os especialistas sugerem alterações do processamento da dor a nível do sistema nervoso central, alterações hormonais e alterações da função do sistema nervoso autónomo e dos sistemas de resposta ao stress, na vulnerabilidade à fibromialgia ou na expressão dos sintomas. E os pacientes tanto são seguidos por neurologistas como por reumatologistas.

Diferentes programas de actuação têm sido propostos, desde terapia farmacológica a não farmacológica, com o objectivo de diminuição dos sintomas, aumento da qualidade de vida e capacidade funcional. Têm-se realizado diferentes investigações sobre estas intervenções, mas conclui-se que essas apenas diminuem os sintomas em menos de 50%.

Exercício físico melhora condições de vida dos pacientes

Nesse campo, o exercício físico tem vindo a ser cada vez mais aceite como forma de intervenção. Vários estudos já realizados com base nas definições do Colégio Americano de Medicina Desportiva mostram evoluções muito positivas, sem que contudo tenha sido estabelecida a intensidade ideal do treino.

Esse é o objectivo de um estudo inovador que Maria da Lapa Rosado, fisioterapeuta, licenciada em Bi-etápica em Fisoterapia com tese na área da fibromialgia, se prepara para iniciar na Faculdade de Motricidade Humana da Faculdade Técnica de Lisboa. O estudo, que faz parte de uma tese de mestrado, vai fazer a avaliação do exercício em pessoas com fibromialgia e, ao  mesmo tempo, proporcionar-lhes autonomia e a modificação dos seus hábitos e estilos de vida, ao determinar que tipo de treino se adequa a cada paciente.

Os resultados, admite Maria da Lapa, permitirão, ao fim de seis meses de testes, o "aumento da mobilidade funcional, a melhoria na saúde metabólica, no bem-estar físico e mental dos doentes participantes nesta avaliação".

O estudo destina-se a fibromiálgicos com mais de 18 anos, não comporta custos financeiros e está associado a um conjunto alargado de projectos de investigação científica na área da saúde.

Os doentes que queiram usufruir desta avaliação devem contactar a Faculdade de Motricidade Humana através do email admrosado@fmh.utl.pt.