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Atualidade / Arquivo

Autópsia afasta hipótese de homicídio

O Instituto de Medicina Legal de Lisboa vai prosseguir com exames complementares, afastando para já a hipótese de morte violenta.

O Instituto de Medicina Legal de Lisboa realizou hoje a autópsia ao corpo de José Luís D'Orey, encontrado numa ravina na Serra da Arrábida, pela GNR. As causas da morte do empresário de Azeitão ainda não estão completamente esclarecidas, apontando-se como a mais provável a hipótese de acidente.

De acordo com fonte ligada à investigação, a autópsia permitiria confirmar a existência de alguma bala alojada na cabeça ou agressões. Porém, se o empresário tiver tido morte natural causada, por exemplo, por um enfarte, será difícil confirmar com a autópsia, devido ao avançado estado de decomposição do corpo.

O empresário foi encontrado com cinto de segurança. Outro pormenor que está a chamar a atenção dos investigadores é que no dia em que desapareceu sem deixar  rasto, há cinco meses, José Luís D'Orey tinha uma reunião marcada na Itau, empresa de equipamentos de hotelaria, da qual era agente comercial. Ora, esta reunião decorreu em Lisboa. Pelo local onde a carrinha foi encontrada,  naquele dia 9 de Outubro José D'Orey terá seguido na direcção contrária, ou seja, no sentido da sua casa, em Azeitão.

O corpo do empresário foi resgatado no interior de uma viatura escondida numa ravina da Serra da Arrábida, muito próximo da casa onde José Luís D'Orey vivia com a família. Sabe-se em Azeitão que os seus cinco filhos estão a receber apoio psiquiátrico desde que foram informados da morte do pai.

Recorde-se que o cadáver de José Luís D'Orey foi encontrado por mero acaso. Como divulgou o Expresso na passada segunda-feira, os militares da GNR andavam à procura de um carro furtado. Esta operação de rotina tinha sido interrompida na noite anterior, tendo os agentes dado continuidade às investigações na manhã do domingo, quando optaram por entrar por um acesso diferente, tendo, nesta ocasião, deparado com o 'Renault Cenic' pertencente a José Luís D'Orey, escondido entre os arbustos. A viatura estava imobilizada num local apenas visível por via aérea.

Continua ainda por esclarecer qual a quantia exacta de dinheiro que o empresário transportava quando desapareceu. A queixa-crime que a Itau apresentou na sequência do seu desaparecimento aponta para cerca de 40 mil euros.