Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

Autarquia cria Conselho Municipal do Ambiente

Até à próxima semana, as 13 associações presentes quinta-feira no encontro farão chegar à autarquia contributos para a elaboração final do projecto.

Ambientalistas de Lisboa manifestaram-se de acordo com o projecto de Conselho Municipal do Ambiente, que irá a reunião de câmara ainda este mês, com a reabilitação da frente ribeirinha e a nova ponte na agenda.



José Sá Fernandes, vereador do Ambiente da autarquia, afirmou que a propostas deverá ir à câmara no dia 28, e se for aprovada, agendará para o "fim de Junho" a primeira reunião do órgão.



A reabilitação da frente ribeirinha e a nova travessia do Tejo são os principais assuntos a debater pelo Conselho.



"Na questão da ponte temos que ter uma força muito grande para minimizar os impactos ambientais. Sei que muitas associações estão contra a ponte, mas perante um facto consumado...se se fizer a ponte, temos que exigir o máximo possível", defendeu.



Sá Fernandes afirmou que no caso da Ponte Vasco da Gama, "o modelo de ponte que lá está, até os candeeiros, deve-se muito aos ambientalistas, que eram contra a construção".



Além de Sá Fernandes e representantes de organizações não-governamentais, o Conselho Municipal de Ambiente de Lisboa integrará os deputados municipais da Comissão de Ambiente, os directores municipais de Ambiente Urbano, Protecção Civil e Planeamento Urbano, um representante da Agência Municipal de Energia e um da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.



Com capacidade de emitir "pareceres e resoluções", o Conselho poderá servir também como "a melhor maneira de informar as organizações sobre o que se está a fazer na câmara e de a Câmara ouvir a sociedade civil".



A representante da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), Zélia Vitorino, espera que o Conselho consiga "influenciar decisões", destacando a importância da participação das organizações ambientalistas pelo "conhecimento técnico, que podem aplicar para dissecar questões importantes e apresentar soluções".



Inês Clematis, da associação Gaia, afirmou que "tudo o que contribua para articulação entre associações, que actualmente é só pontual, é bom".



A defesa de vias para peões e bicicletas na nova ponte será uma das

bandeiras da associação na discussão. De Lisboa a Almada pelo rio são dois quilómetros, mas um peão ou um ciclista tem que percorrer "100 quilómetros" para chegar de um lado ao outro, situação "única a nível mundial", destacou José Quinhones, da mesma associação.



Até à próxima semana, as 13 associações presentes quinta-feira no encontro farão chegar à autarquia contributos para a elaboração final do projecto.