Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

Aumentos das tarifas sempre inferiores a 3% em 2007

Os consumidores portugueses vão ter um aumento máximo da electricidade de 3% em 2007 e, até 2010, Portugal e Espanha deverão ter custos semelhantes para a electricidade.

Durante os próximos três anos, os consumidores espanhóis vão ter de contar com aumentos superiores aos dos portugueses, da ordem dos 4%, enquanto deste lado da fronteira, os aumentos médios anuais não deverão superar os 3%. Desta forma, os governos pretendem promover a aproximação do custo da electricidade nos dois países.

Após a polémica fixação pelo Executivo, no fim de 2006, de um aumento máximo de 6% para os consumidores domésticos portugueses em 2007, e depois do anúncio há cerca de duas semanas de um pacote de medidas que vão permitir reduzir os custos da electricidade em Portugal, com destaque para o fim dos contratos de longo prazo com os produtores, o Expresso sabe que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) está a trabalhar para que, até ao fim do primeiro semestre, seja fixado um tecto máximo de 3% para o aumento das tarifas de electricidade.

O ministro da Indústria de Espanha, Joan Clos, e Manuel Pinho, ministro da Economia de Portugal, anunciaram esta semana em Lisboa várias medidas que vão permitir transformar o Mercado Ibérico de Electricidade (Mibel) de um desígnio político numa realidade. Além da harmonização regulatória — com impacto em áreas como as interconexões que vão passar de 1500 MW para 3000 MW, a garantia de potência e a actuação dos operadores dominantes — Portugal e Espanha decidiram que, no âmbito da integração, a REN vai comprar 3% da Rede Eléctrica de Espanha, que, por sua vez, adquire 5% da REN.

Os governos decidiram ainda fazer uma gestão integrada das reservas petrolíferas, tendo ficado acertado que, em caso de necessidade, os dois países ajudar-se-ão mutuamente.O próximo objectivo assumido pelos dois países, a seguir à electricidade, é avançar com a criação do mercado ibérico do gás.