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Atualidade / Arquivo

Atenas vai compensar turistas retidos no país

Governo de Atenas vai compensar os turistas retidos no país por causa da greve dos transportes que hoje se realiza.

A Grécia ofereceu-se para compensar os turistas bloqueados no país devido aos problemas relacionados com uma greve dos transportes que hoje se realiza.

A paralisação é a mais recente ação com a qual os sindicatos querem aumentar a pressão sobre o governo para evitar as medidas de austeridade.

O ministro da Cultura grego, Pavlos Geroulanos, declarou em conferência de imprensa que o governo vai pagar os custos com quartos e alimentação que os turistas venham a ter devido às greves. Hoje os sindicatos dos caminhos de ferro gregos iniciaram uma série de paralisações.

"Estamos certos de que vai ser um verão tranquilo e que as greves não trarão grandes complicações", acrescentou à agência noticiosa France Press uma outra fonte do ministério grego da cultura. "Mas no caso de acontecer alguma coisa, o estado grego está preparado para cobrir estes custos", acrescentou.

Turismo afetado pela greve

O turismo é um dos grandes pilares da economia grega, mas as greves - e a violência associada aos protestos - motivadas pela crise da dívida que afeta o país e pela recessão mundial resultaram numa queda de 10 por cento no número de pernoitas em hotéis gregos no mês de maio, estimam as associações hoteleiras.

O ministro Geroulanos escusou-se a referir quanto é que vão custar à Grécia estas compensações, ou como vão ser pagas.

Milhares de turistas viram as suas férias na Grécia afetadas pelas greves sucessivas motivadas por "medidas draconianas" que implicaram um corte nos salários e nas pensões.

A Grécia recebeu recentemente um pacote de ajuda de 110 mil milhões de euros (para impedir que o país caísse na bancarrota) por parte da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Greve pode ter custado dezenas de milhões de euros

Mas o governo grego, que está a tentar por todos os meios assegurar receitas, estima que o país perdeu dezenas de milhões de euros em cancelamentos de reservas de férias por parte de turistas receosos quanto à situação social e política.

Os trabalhadores dos caminhos de ferro vão fazer uma série de paralisações de duas horas que vão durar até quinta feira, afetando os comboios intercidades e os serviços com destino ao aeroporto internacional de Atenas.

Na quarta feira, tripulações de navios afiliadas ao partido comunista planeiam bloquear o maior porto grego, o de Pireu. Também os principais sindicatos do país marcaram uma greve geral - a quinta desde o início do ano - para 29 de junho.

O turismo representa cerca de 17 por cento do PIB grego.