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Ataque israelita em Gaza mata 150 palestinianos

Pelo menos 150 palestinianos morreram e duas centenas ficaram feridos hoje num ataque de mísseis perpetrado pela aviação israelita, segundo o balanço mais recente dos serviços hospitalares no território. (Veja vídeo no fim do texto)

Pelo menos 150 palestinianos morreram hoje num ataque da aviação israelita contra instalações do movimento islamista Hamas em Gaza, segundo o balanço mais recente dos serviços hospitalares no território. Os ataques om mísseis provocaram ainda duas centenas de feridos.

De acordo com um responsável dos serviços de segurança palestinianos, a aviação israelita lançou hoje um ataque simultâneo em pelo menos 30 locais do Hamas na cidade de Gaza.

Um responsável dos serviços de segurança do Hamas adiantou que os ataques ocorreram em toda a Faixa de Gaza, adiantando que a maioria dos quarteis generais dos serviços de segurança e de polícia foram bombardeados. Entretanto, o Egipto abriuum corredor em Rafah, na fronteira com Gaza, para permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada de feridos.

Os ataques foram já confirmados pelo exército israelita. "A nossa aviação interveio intensamente contra infra-estruturas do Hamas na Faixa de Gaza para pôr fim aos ataques terroristas destas últimas semanas contra aglomerados civis israelitas", disse um porta-voz do exército israelita. A mesma fonte garantiu que as operações militares "vão continuar e serão alargadas, se for preciso".

A ofensiva ocorre dias depois de o governo israelita ter decidido lançar uma operação militar de grande envergadura em Gaza se os grupos armados palestinianos continuassem a lançar foguetes contra território de Israel.

Hamas apela à vingança

O movimento islamita Hamas reagiu ao ataque apelando aos seus elementos para que "vinguem pela força": "Apelamos a todas as nossas tropas para que vinguem, pela força, as operações do inimigo" israelita, disse um porta-voz do Hamas, numa mensagem divulgada pela sua rádio.

Dezenas de foguetes foram lançados a partir da Faixa de Gaza contra Israel em retaliação pelos ataques aéreos no território controlado pelos islamitas do Hamas.

Segundo a rádio do movimento, os foguetes palestinianos provocaram a morte a um civil israelita na cidade de Netivot, no sul do país, indicou a rádio militar israelita.

Líderes mundiais pedem cessar-fogo imediato

O presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, pediu a intervenção da comunidade internacional para pôr fim aos ataques aéreos israelitas. "O presidente palestiniano condena os ataques de Israel e apela à comunidade internacional para intervir no sentido de pôr fim a esta ofensiva", afirmou o porta-voz de Mamhoud Abbas, Nabil Abou Roudeina. Em resposta, vários líderes mundiais já pediram o cessar-fogo imediato em Gaza.

Os Estados Unidos apelaram a Israel para que evite que os raides dirigidos contra o Hamas na Faiza de Gaza atinjam vítimas civis, e advertiram o movimento islamita para que cesse os ataques de foguete "se pretende que a violência pare". Também o Reino Unido se afirmou "profundamente inquieto", exigindo um "máximo de retenção" ao governo israelita e uma cessação "imediata" dos tiros de 'rocket' sobre Israel a partir de Gaza.

O alto representante para a política externa e segurança da União Europeia (UE), Javier Solana, apelou a um cessar-fogo "imediato", indicou em Bruxelas um seu porta-voz. "Estamos preocupados com os acontecimentos em Gaza. Apelamos ao cessar-fogo imediato e pedimos a todos a maior contenção. Tudo deve ser feito para renovar a trégua", disse o porta-voz.

Por seu lado, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, país que detém até final de Dezembro a presidência rotativa da União Europeia pediu, em comunicado, "o fim imediato do lançamento de foguetes sobre Israel bem como dos bombardeamentos israelitas em Gaza". "O Presidente da República exprime a sua viva preocupação perante a escalada de violência no sul de Israel e na Faixa de Gaza. Condena firmemente as provocações irresponsáveis que conduziram a esta situação bem como o uso desproporcionado da força", afirma no texto.

Acrescenta ainda que Nicolas Sarkozy "deplora as importantes perdas civis e exprime as suas condolências às vítimas inocentes e as suas famílias". O presidente francês lembra que não há solução militar para Gaza e defende a instauração de uma "trégua duradoura".

A Rússia apelou a Israel para pôr fim à "operação de envergadura" contra Gaza e ao Hamas para que acabe com o lançamento de foguetes contra território israelita. "Moscovo considera necessário parar imediatamente as operações de envergadura contra Gaza que provocaram numerosas vítimas e sofrimento ao povo palestiniano", refere o ministro dos Negócios Estrangeiros russo em comunicado, apelando também ao Hamas para que cesse o lançamento de foguetes.

O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, pediu a marcação para domingo de uma reunião urgente dos ministros dos Negócios Estrangeiros árabes "para analisar as agressões israelitas contra a Faixa de Gaza".

O chefe da organização baseada no Cairo pediu, por outro lado à Líbia, que como membro do Conselho de Segurança da ONU, solicite uma reunião de urgência do Conselho de Segurança sobre os ataques de Israel.

O Irão, que apoia o movimento islamita Hamas, apelou à "acção urgente" do Conselho de Segurança, da Organização da Conferência Islâmica e de todos os países para "impedir o regime sionista de prosseguir os seus crimes".