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Assassinado chefe da igreja católica na Turquia

Luigi Padovese terá sido atacado com arma branca pelo seu motorista, em véspera da viagem do Papa ao Chipre. O Vaticano já se declarou "consternado".

O presidente da conferência episcopal turca, Luigi Padovese, foi hoje assassinado na sua casa de Iskenderun, no sul da Turquia, na véspera da visita do Papa Bento XVI ao Chipre. 

De acordo com o canal turco NTV, o religioso, de 63 anos, terá sido atacado com arma branca pelo seu motorista, que já foi detido pelas autoridades.

Vaticano "consternado"

O Vaticano já se declarou "consternado". "É um facto horrível" e "incrível", "estamos consternados", disse o porta-voz da Santa Sé, padre Frederico Lombardi, citado pela agência de notícias italiana Ansa, 

Luigi Padovese era também vigário apostólico da Igreja católica na Anatólia, um cargo criado há dez anos e que cobre quase metade do território turco, desde o Mar Negro ao Mediterrâneo. 

O padre vivia na cidade de Iskenderun, na província de Hatay, onde reside um comunidade cristã que vive de forma pacífica com a maioria muçulmana.

A morte do chefe da igreja católica na Turquia acontece na véspera da visita do Papa Bento XVI ao Chipre, entre os dias 4 e 6 de Junho. 

República Turca do Norte do Chipre sem reconhecimento internacional

O Chipre foi uma colónia britânica até 1960. 

Em 1974, a turquia invadiu a ilha ficando dividida entre a administração grega a Sul e Oeste e a administração turca a Norte.  

Em 24 de abril de 2004, o plano de paz do Secretário Geral das Nações Unidas para o Chipre foi apresentado e ratificado em referendo por ambas as comunidades. 

Os cipriotas turcos e gregos votaram em referendo, em 2004, a unificação do Chipre num Estado único, mas a recusa dos cipriotas turcos pôs fim ao processo. 

No mesmo ano, a República do Chipre integrou a União Europeia, enquanto a República Turca do Norte do Chipre continua sem o reconhecimento da comunidade internacional. 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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