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As cruzadas da Rainha protestante

Cate Blanchett volta a encarnar a personagem histórica que há nove anos lhe valeu um Óscar.

É o segundo filme de uma trilogia sobre a Rainha de Inglaterra, Elizabeth I. Em "Elizabeth - A Idade de Ouro" a acção avançou quinze anos. Estamos em 1586, a monarca já se encontra à frente dos destinos de Inglaterra há cerca de três décadas, mas continua a ter de enfrentar constantes ameaças.

Grandes perigos vêm agora do fundamentalismo católico, da Espanha de Filipe II, que conta com o apoio do Vaticano e da Inquisição. A monarca protestante (Cate Blanchett) prepara-se para a guerra, enquanto que, a um nível mais pessoal, uma inesperada paixão pelo aventureiro Sir Walter Raleigh a vai colocar numa posição de maior vulnerabilidade. Entretanto, o seu principal conselheiro, Sir Francis Walsingham, descobre uma conspiração para a assassinar.

Cate Blanchett refere que o filme mostra o modo como a dimensão mais pessoal e política se cruzam na personagem histórica que volta a interpretar: "Elizabeth tinha muito controle sobre a sua imagem. O que o filme aborda, entre outras coisas, é que à medida que começou a envelhecer, a possibilidade de se casar e de formar alianças com outros países - uma importante arma - começava a desvanecer-se. A sua beleza e capacidade de gerar filhos começava a ser posta em causa".