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As cadeiras da discórdia

A partir da próxima segunda-feira os autocarros escolares deverão passar a estar equipados com cadeirinhas ou bancos elevatórios para transportar em segurança os mais pequenos. Mas as maiores empresas de transporte não os querem comprar.

"Não vai ver crianças sentadas em cadeirinhas. Só com o cinto de segurança posto", assume o Luís Cabaço Martins, presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados e de Passageiros (Antrop), antevendo o que vai acontecer na segunda-feira; dia em que a nova legislação do transporte colectivo de crianças já estará em vigor.

Apesar da lei assim o exigir, as maiores empresas de transporte não vão investir em cadeirinhas ou bancos elevatórios (a partir dos três anos), por ser "impraticável a nível logístico. Tínhamos de comprar modelos para todas as idades e tamanhos. Além disso, os autocarros estão equipados com cintos de dois pontos, o que impede de fixar uma cadeirinha".

No Colégio Valsassina, em Lisboa, deu-se à volta às dificuldades. Mesmo sem trocar os cintos. João Valsassina, o director, investiu "dezenas de milhares de euros" em cadeirinhas e assentos elevatórios. "E ainda tive de encostar uma carrinha de 51 lugares por já ter mais de 16 anos".

á a empresa Eurobus vai passar a recusar todos os serviços que impliquem o transporte de crianças até aos 12 anos. "A regulamentação existente é tão confusa que preferimos rejeitar todos os serviços que obriguem ao uso de cadeirinhas", admite Carlos Marques, o director.

Leia a reportagem amanhã no EXPRESSO