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Arguidos são ouvidos hoje na PJ do Porto

O prazo de um ano de prisão preventiva para os arguidos termina no dia 19 deste mês.

Os arguidos do processo 'Noite Branca' estão hoje a ser ouvidos no edifício da Polícia Judiciária do Porto, poucos dias antes de ser deduzida a acusação cujo prazo termina a 19 de Dezembro.

Fonte judicial referiu à Lusa que Bruno Pinto ('Pidá') foi notificado para comparecer nas instalações da PJ pelas 14h30.

A mesma fonte referiu que durante todo o dia serão também ouvidos Mauro Santos, tido por braço-direito de Bruno Pinto, Fernando Martins ('Beckham') e Ângelo Miguel Ferreira ('Tiné').

Em declarações prestadas à Lusa na quarta-feira, a procuradora Helena Fazenda, encarregada das investigações do processo 'Noite Branca', garantiu que "nenhum dos quatro arguidos será libertado por excesso de prisão preventiva".

A procuradora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) explicou, também, que o prazo de um ano de prisão preventiva para os arguidos em causa termina no dia 19 deste mês, depois de ter sido "declarada a excepcional complexidade do processo", relacionado com a criminalidade associada à noite do Porto.

Bruno Pinto foi detido a 16 de Dezembro de 2007 e colocado em prisão preventiva três dias depois, pelo que se está a esgotar o prazo máximo legal de reclusão sem acusação deduzida.

O alegado líder do 'gangue da Ribeira', que desempenhava funções de segurança num 'shopping' em Gaia, foi detido essencialmente por suspeita de dois crimes de homicídio qualificado: o do empresário Aurélio Palha e o do segurança Ilídio Correia.

Aurélio Palha, proprietário da discoteca Chic, foi mortalmente atingido a tiro quando se encontrava no exterior do estabelecimento a conversar com o segurança Alberto Ferreira ('Berto Maluco'), na madrugada de 27 de Agosto do ano passado.

O empresário foi baleado a partir de um carro em andamento, subsistindo ainda a dúvida se o alvo pretendido era mesmo Aurélio Palha ou Alberto Ferreira.

No caso de Ilídio Correia, o segurança de 33 anos foi morto a tiro na madrugada de 29 de Novembro seguinte junto à Alfândega do Porto, depois de alegadamente ter recebido um SMS como o seguinte conteúdo: "Foi o Aurélio, a seguir vais tu".

Ilídio Correia estava associado ao grupo de seguranças de Miragaia, supostamente liderado por dois dos seus irmãos.

Já em Dezembro último o segurança conhecido no meio como "Berto Maluco" foi atingido por disparos de metralhadora, junto à sua residência em Santo Ovídio, vindo a morrer no Hospital de S. João.

Nesse mês, a Polícia Judiciária desencadeou a operação "Noite Branca", de combate à criminalidade associada à noite do Porto, fazendo 11 detidos, quatro dos quais acabaram em prisão preventiva.

Na sequência da operação 'Noite Branca', a juíza Anabela Tenreiro, do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto, validou a suspeita contra o alegado líder do gangue da Ribeira pela prática de 12 crimes de homicídio na forma tentada, de um crime de ofensa à integridade física e de um crime de detenção de arma proibida.

Já em Junho deste ano, o DCIAP revelou que tinha em curso cerca de 20 inquéritos relacionados com a violência na noite do Porto.