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Antes de comer peixe veja na Net se faz um consumo sustentável

Embora o bacalhau do norte não esteja em muito bom estado, o bacalhau do Canadá está em muito pior estado

Rui Duarte Silva

A propósito do Dia Mundial dos Oceanos que hoje se comemora, no site "Que peixe comer?" encontram-se "recomendações para fazer um consumo sustentável" das várias espécies piscícolas.

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Os portugueses são o terceiro povo que mais come peixe a nível mundial, mas poucos se preocupam em fazer um consumo responsável. Os ambientalistas lançam hoje um site que ajuda quem quer ver preservadas as suas espécies preferidas. "Que peixe comer?" é o nome do site com informações essenciais sobre as 20 espécies de peixes mais consumidas pelos portugueses. 

No site encontram-se "dados simples sobre a biologia da espécie, os métodos como é feita a apanha e recomendações para fazer um consumo sustentável", explica à agência Lusa Constança Belchior, da Liga para a Proteção da Natureza (LPN), a propósito do Dia Mundial dos Oceanos, que hoje se assinala.  

"Esperamos que as pessoas tenham alguma curiosidade em pensar nos peixes que gostariam de comer e, antes de ir ao supermercado ou ao restaurante, possam ir ver alguma informação sobre o seu peixe e a pesca", diz. 

Tubarões pequenos apanhados por engano

Peixe espada pretoConhecer a arte de pesca é uma das formas de conseguir escolher entre espécies iguais a melhor opção, já que existem "atos que são mais lesivos para o ambiente e para a população".  

Constança Belchior lembra o caso do peixe espada preto, que os pescadores de Sesimbra apanham com anzol, enquanto em França o método é por arrasto. A comunidade piscatória de Sesimbra "apanha-o com anzóis à superfície ou a meio da coluna de água, é uma pesca muito seletiva", garante, reconhecendo que por vezes com esta arte artesanal se apanham, por engano, alguns tubarões pequenos. 

Se na lista das 20 mais apreciadas existem espécies que não levantam muitos problemas, como o carapau e a sardinha, existem outras que não deixam de preocupar. Mas dentro da mesma espécie existem populações mais em risco. Por exemplo, o atum "tem mais de cinco espécies e nem todas estão em mau estado", sublinha Constança Belchior.

No entanto, a informação disponibilizada nas bancas dos mercados não permite ainda perceber que espécie é que está a ser vendida. "No supermercado, dizem-nos apenas a região de onde vem e não é suficiente, tem de haver uma localização mais específica", defende.  

"Embora o bacalhau do norte não esteja em muito bom estado, o bacalhau do Canadá está em muito pior estado", refere a ecologista, lembrando que "depois de uma interdição de pesca de 11 anos conseguiu-se abrir uma parte específica do Canadá após alguns sinais de recuperação de uma espécie".

Falta de informação

O mesmo se passa com a pescada: "Há duas populações, a da população do norte e a do sul. A do norte não está numa situação tão preocupante como a do sul, que é apanhada por portugueses e espanhóis". 

Constança Belchior considera que "ainda existe muita falta de informação para que o consumidor possa fazer um consumo responsável de peixe". "O que se passa no mar está muito longe da nossa vista e achamos que por baixo daquela superfície azul existe um mundo riquíssimo", lembra.  

O site apresenta ainda uma abordagem pedagógica onde se pode ver o efeito da sobrepesca nos oceanos e o que é que os consumidores podem fazer para alterar o panorama. 

A construção do site ainda não está terminada, mas a Liga para a Proteção da Natureza quis lançá-lo agora, na Semana Europeia do Peixe 2010. 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***