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Angola apoia entrada da Venezuela

José Eduardo dos Santos e Hugo Chávez defendem a reforma das Nações Unidas.

Os presidentes Hugo Chávez e José Eduardo dos Santos decidiram quinta-feira, em Luanda, reforçar a cooperação entre a Venezuela e Angola, em vários domínios, nomeadamente político,diplomático, científico e tecnológico.

O apoio à pretensão da Venezuela a um lugar no Conselho de Segurança da ONU, a abertura de uma embaixada daquele país na capital angolana e o acordo de cooperação assinado pelo ministro angolano dos petróleos, Desidério Costa, com o o seu homologo venezuelano Rafael Ramirez, são os primeiros  resultados concretos da breve visita que Hugo Chávez fez ontem a Luanda.

José Eduardo dos Santos aproveitou o discurso pronunciado durante o jantar oferecido ao chefe de estado venezuelano para elogiar as políticas interna e externa de Chávez e identificar áreas prioritárias de convergência e de cooperação entre os dois países.

«Como países que têm uma pesada herança colonial e que são vítimas hoje das relações económicas internacionais injustas que existem no mundo, é natural que partilhemos pontos de vista idênticos relativamente ao estabelecimento de uma ordem económica mundial mais equilibrada e harmónica, que possibilite maior justiça no usufruto dos benefícios da globalização», disse Eduardo dos Santos.

O presidente angolano destacou também «as iniciativas ousadas» de Chávez, «de apoio aos países com economias frágeis da região e para o resgate da dignidade dos povos sul-americanos» e as medidas internas voltadas «para o combate contra o subdesenvolvimento, a favor de uma mais justa repartição das riquezas nacionais».

Hugo Chávez voou de Damasco para Luanda, no âmbito de uma viagem por vários continentes, que tem por objectivo angariar apoios para a eleição da Venezuela ao Conselho de Segurança da ONU.

No comunicado final divulgado no fim da visita, os dois presidentes confirmam a sua «coincidência de ponto de vista sobre a reforma das Nações Unidas especialmente no que se refere à futura composição do Conselho de Segurança».

José Eduardo dos Santos e Hugo Chávez consideraram que esta reforma permitirá tornar a ONU «mais democrática e representativa, tendo em conta a configuração política e económica do mundo actual».