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Aneurisma da aorta abdominal é fatal para 80% das vítimas

Rastreio do aneurisma da aorta abdominal estima que 2,4% dos homens com mais de 65 anos correm risco de sofrer esta patologia sem sintomas mas mortal em 80% dos casos.

Isabel Paulo (www.expresso.pt)

Um ano depois de percorrer todas as capitais de distrito do país, o pioneiro rastreio nacional do aneurisma da aorta abdominal permitiu estimar que a prevalância desta patologia atinge os 2.4% dos homens com mais de 65 ano.

A percentagem de vítimas desta patologia silenciosa, que não dá sinais, nem dói, é maior em Portugal do que em Inglaterra (1,8% de casos) e Suécia (1,6%), os únicos países europeus que já procederam a este rastreio no grupo etário de risco (homens com mais de 65, dado que nas mulheres a doença é residual).

Liderado por Armando Mansilha, professor de cirurgia vascular na Faculadde de medicina da Universidade do Porto e secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Angiologia, o rastreio avaliou 1604 homens com uma idade média de 74 anos, sujeitos a medição de tensão arterial, ecografia abdominal e a um questionário para tratamento estatístico.

Segundo referiu ao Expresso Armando Mansilha, os maiores fatores de risco deste tipo de aneurismo são o tabaco, colesterol elevado e hipertensão.

Histórico familiar é fator de risco

"O histórico familiar é outro fator a ter em atenção, sendo aconselhado o rastreio mais cedo, por volta dos 50 a 55 anos", refere o cirugião, frisando que a melhor forma de avaliar e prevenir o rompimento da aorta é através de uma simples ecografia.

"Este é o mais frequente dos aneurismos, é silencioso, não dá sintomas, mas quando se rompe mais 50% chega sem vida ao hospital e mais de 80% dos pacientes não sobrevive", explica Armando Mansilha.

Mais de metade dos rastreados no último ano, são ou foram fumadores (51,8%), mais de 60% sofrem de hipertensão e 46% acusaram colesterol elevado.

Todos os utentes de risco foram reencaminahdos para um serviço de cirugia vascular, usifruindo de acompnhamento médico especializado. Os restantes receberam nota informativa do exame, bem como o respetivo médico de família.