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Andaluzia aprova autonomia

Depois de Valência e da Catalunha foi a vez da Andaluzia ganhar o estatuto de região autónoma, num referendo onde 65% do eleitorado ficou em casa.

O referendo que decorreu ontem na região da Andaluzia, Sul de Espanha, contou com pouca participação, no entanto, os eleitores que votaram não deixaram margens para dúvidas: 87% aprovou o novo estatuto, enquanto apenas 9,82% votou contra. De resto, as sondagens há muito que davam uma vitória confortável ao Sim.

Segundo dados da Junta do Governo Andaluz a abstenção foi superior à esperada, sendo este referendo o menos participado de sempre na região, com 65% do eleitorado a não ir votar.

Para Gaspar Zarrias, conselheiro andaluz da presidência, a razão da forte abstenção ficou a dever-se ao “excesso de confiança” dos eleitores numa vitória mais do que previsível. O responsável desvaloriza a fraca participação, reforçando a decisão dos seus conterrâneos: “A Andaluzia decidiu claramente aprovar um novo Estatuto, que recebeu o apoio de nove em cada 10 eleitores”.

O primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, já saudou os andaluzes através de um telefonema feito ao presidente da Junta da Andaluzia, Manuel Chaves, onde destacou "o civismo e a normalidade com que decorreu o dia da votação".

Num comunicado, Zapatero acredita que o novo estatuto alcançado pela Andaluzia permitirá à região "exercer um maior e melhor auto-governo, mas também responder a uma nova etapa de desenvolvimento económico e progresso social".

O que muda

A região da Andaluzia, uma das maiores de Espanha, vai ver aumentados os direitos sociais dos andaluzes, o financiamento local vai ser ampliado e o governo autónomo reforçará o seu poder.

A Andaluzia vai poder criar uma Agência Tributária própria e poder participar nos processos de decisão na União Europeia. O governo autónomo irá ainda defender a aprovação de uma “carta dos direitos sociais dos andaluzes”.