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Amado fala em "diminuição da tensão"

O discurso do Papa na Universidade de Ratisbona terá caído mal aos líderes europeus. Luís Amado comentou, mas apenas "as declarações proferidas posteriormente".

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, afirmou esta tarde que “as declarações proferidas posteriormente [pelo Papa Bento XVI] tiveram um efeito de diminuição da tensão”.

O Chefe da diplomacia portuguesa deixa assim implícito o incómodo causado pelo discurso do Papa, terça-feira, 12 de Setembro, na Universidade de Ratisbona, Alemanha. Recorde-se que nessa altura o Papa citou um diálogo entre um imperador bizantino e um persa muçulmano afirmando: “mostra-me aquilo que Maomé trouxe de novo e encontrarás só coisas más e desumanas”.

Na sua habitual alocução dominical, a 17 de Setembro, Bento XVI comentou  a vaga de indignação que se seguiu à sua intervenção nos seguintes termos: “Lamento profundamente as reacções suscitadas por uma breve passagem do meu discurso.”

Integrado na comitiva ministerial que acompanha Cavaco Silva naquela que é a primeira visita de Estado do Presidente da República a Espanha, as declarações de Luis Amado surgem na sequência do lamento do Presidente da Comissão, em entrevista a um jornal Alemão.

Durão Barroso, em entrevista publicada este fim-de-semana no jornal alemão "Welt aam Sonntag", reconheceu que está “desapontado por não terem surgido mais líderes europeus que dissessem que o Papa tem o direito a expressar as suas opiniões.”