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Alusões ao Centro de Controlo dos Media é que incomodaram Sócrates

O bloguer faz referência a "um projecto de controlo pessoal sobre a administração pública, agentes económicos e comunicação social", mas Sócrates não gostou

António Pedro Ferreira

Na queixa contra o bloguer António Balbino Caldeira, o primeiro-ministro não questionou a investigação sobre a licenciatura na Universidade Independente.

Carlos Rodrigues Lima

Afinal, José Sócrates não processou o bloguer António Balbino Caldeira por este ter escrito vários artigos sobre a licenciatura do primeiro-ministro na Universidade Independente. O que incomodou Sócrates foram as referências, no blogue doportugalprofundo.blogspot.com, a um "Centro de Comando e Controle dos Media" e ao MBA no ISCTE.

Em sua defesa, António Balbino Caldeira alega que, além de si, outros, como Marques Mendes, Vasco Pulido Valente, António Barreto e Pacheco Pereira, também se referiram, publicamente, ao tema do controle dos media. Citando o ex-líder do PSD quando este afirmou que José Sócrates tinha "um projecto de controlo pessoal sobre a administração pública, agentes económicos e comunicação social". "Por que é que o primeiro-ministro não processou todos os jornalistas e comentadores? Porque tem medo. Porque caía da cadeira de imediato da cadeira do poder apesar da extrema violência dos artigos de opinião comparados com os do declarante", alegou o bloguer, através do seu advogado José Maria Martins. A defesa indicou como testemunhas os já referidos comentadores.

Na queixa apresentada ao Ministério Público, o primeiro ministro que os textos de Balbino Caldeira tiveram por consequências "lançar dúvidas sobre o meu carácter, ofendendo-me e prejudicando-me, quer pessoalmente quer no exercício da acção política". Ora, para José Maria Martins, "o que está subjacente na queixa queixa de José Sócrates é a falta de coragem para atacar aqueles que têm muito poder político e mediático". O advogado recorda, aliás, que Marcelo Rebelo de Sousa, também indicado como testemunha, considerou que a licenciatura de Sócrates tinha sido tirada na "Farinha Amparo".

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