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Alinhado à esquerda

Plataformas petrolíferas, telefones e bancos são apenas alguns dos interesses a que Carlos Slim Helú gosta de dedicar o seu tempo. Sendo o terceiro homem mais rico do mundo -, diz a revista «Forbes», agora controlada em 40% pelo vocalista dos U2, Bono Vox - e sendo mexicano, teria, quase inevitavelmente, de assumir posições políticas que lhe garantissem um equilíbrio entre as variadas «forças vivas» latino-americanas. Aos 66 anos de idade, é isso mesmo que o «The New York Times» diz que tem feito nos últimos tempos. Carlos Slim não pára de lançar campanhas públicas em prol de uma maior equidade social e económica. Tem-se rodeado de todos os líderes de esquerda, e tenta consolidar o relacionamento com eles, garante o «New York Times». Mesmo assim, o governador do Banco Central do México, Guillermo Ortiz, desferiu um ataque implacável a Slim, quando acusou a sua companhia telefónica de cercear a competitividade mexicana devido ao tarifário que pratica, um dos mais caros a nível mundial. Slim respondeu com o lançamento de uma campanha de donativos e bolsas escolares no valor de 4000 milhões de dólares! Mas não se ficou por aí. Diz o «New York Times» que foi pela primeira vez ao Congresso e promoveu um plano de desenvolvimento da economia mexicana, designado Acordo de Chapultepec. À agência Reuters disse que o avanço da América Latina teria de passar pelo desenvolvimento do capital humano e pelo investimento estrutural.

Educação, crescimento e emprego. Boa alimentação e saúde. São os factores que, para Slim, tornam as oportunidades mais iguais no mundo de hoje. A verdade é que a actividade de Slim chega a todo o lado no México. Cerca de 90% dos telefones fixos locais são operados pela Telmex e cerca de 80% dos telemóveis estão ligados à sua Telcel. O seu poder alastrou a toda a América Latina no sector das telecomunicações, onde nem gigantes como a espanhola Telefónica conseguem destroná-lo.