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Atualidade / Arquivo

Agências de viagens querem participar na nova regulamentação dos aeroportos

A encerrar o congresso da APAVT, ficou expresso o apelo ao Governo no sentido de criar condições especiais de acesso ao crédito para PME nesta conjuntura de crise.

Conceição Antunes, em Macau

Ter uma voz activa na regulamentação do sector aeroportuário que está actualmente em discussão, é uma das propostas avançadas no congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que terminou hoje em Macau.



O novo quadro legal que está na calha irá dar instrumentos legais para a entidade reguladora (o INAC - Instituto Nacional de Aviação Civil) ditar regras de serviço aos aeroportos. E, alega a APAVT, as agências de viagens são as primeiras a sofrer na pele com os problemas associados a perdas de bagagem e outros serviços deficientes prestados pelos aeroportos.

"Convenhamos que há muito Estado, com pouca coordenação e nenhuma regulação", sublinhou João Passos, presidente da APAVT, no encerramento do congresso. Este responsável lembrou que o Estado é dono dos aeroportos em Portugal e que detém 100% da entidade concessionária, alem das duas companhias aéreas geradoras da maioria da operação nos aeroportos nacionais (TAP e SATA).

Mas João Passos também salientou haver condições "para colmatar uma série de erros dentro da estrutura aeroportuária que vem do passado", e enalteceu a presença do presidente da ANA, Guilhermino Rodrigues, nos trabalhos do congresso e a sua receptividade para resolver os problemas.

O congresso da APAVT deixou ainda um apelo ao Governo no sentido de criar condições especiais de crédito às pequenas e médias empresas do sector, dada a conjuntura de crise financeira que se prevê agravar em 2009. Uma maior fiscalização do 'mercado negro' da venda de viagens e das empresas que operam nesta área sem estarem legalmente licenciadas, foi outra reivindicação expressa pelos agentes de viagens.

A realização de um ano de Portugal em Macau, em complemento com uma série de acções de promoção do país na China, foi o repto final lançado ao Governo no congresso da APAVT. Em 2009, Macau vai celebrar os dez anos da passagem da administração portuguesa do território para a China.