Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

Adesão ronda os 80%

A Administração Pública está parada, garantem os sindicatos. Há três anos que a Frente Comum a FESAP e STE não estavam unidas na convocação de uma greve nacional.

A GREVE nacional da Função Pública convocada para hoje pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, a que aderiram mais tarde a Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE)  está a ter uma adesão «boa», revelam as três estruturas sindicais.

Em termos nacionais a Frente Comum, afecta à CGTP, diz que a adesão a nível nacional ronda os 80%, sendo a adesão maior – 90% -  na Administração Local.

Segundo o STE e a FESAP, afectas à UGT, os valores apurados apontavam em média para percentagens entre os 75% e os 80% a nível nacional.

Em causa neste protesto está, não só o novo regime da Mobilidade dos funcionários públicos que o Governo quer aprovar no Parlamento a 20 de Julho, assim como o diploma da Reorganização e Racionalização dos Serviços Públicos que foi aprovado em Conselho de Ministros e que segundo os sindicatos «promove a sua extinção e não a sua reestruturação». A situação dos supranumerários, as reduções salariais a que os funcionários vão estar sujeitos no âmbito da Lei da Mobilidade, os critérios de avaliação a que estão sujeitos e que apelidam de «pouco transparentes» e a extinção sem justificação de alguns serviços são, entre muitos, motivos para esta greve.

Os sindicatos acusam o Governo de «falsa negociação», por este «não ter mudado uma vírgula nas sete rondas negociais». O STE já solicitou ao Presidente da República um pedido de fiscalização constitucional. Esta estrutura pediu ainda a Cavaco Silva para não promulgar do Decreto-Lei que o Governo aprovou em Conselho de Ministros, relativo à Reorganização e Racionalização dos Serviços Públicos.

Os Ministérios da Saúde, Segurança Social e Finanças são os mais afectados com alguns serviços, registando uma adesão de 100%, garantem as centrais sindicais.

Segundo o STE, a adesão ronda os 100% no Tribunal de Contas, na Direcção-Geral de Alfândegas e nos Serviços de Finanças, Inspecção-Geral do Trabalho, Instituto da Segurança Social, Serviços Centrais do Ministério do Trabalho e Serviços de Finanças, entre outros. Na Saúde, a Frente Comum afirma que as consultas externas na maioria dos hospitais estão a 100%. Em Lisboa, a Direcção-Geral dos Registos e Notariado encerrou e a Câmara Municipal de Lisboa teve uma adesão na ordem dos 63%.

Desde Janeiro de 2004 que as três estruturas sindicais não estavam unidas na convocação de uma greve.