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Actriz acidental

«Claro que tenho sonhos, mas é como se falasse baixinho, só para mim - e que mais ninguém ouça… Os sonhos não se devem dizer, acho eu». Ana Moreira esconde assim o que pensa do seu próprio futuro.

RECÉM-CHEGADA de Cannes, que a presenteou com abundantes aplausos pela sua participação no filme «Transe», de Teresa Villaverde, a actriz revelou, em entrevista ao EXPRESSO, o árduo caminho percorrido para chegar à sua personagem. Um ano a aprender a falar russo terá sido apenas o começo. De resto, nesse ano esteve por inteiro, sem remuneração, à disposição de Sónia, a mulher russa que transita para o Ocidente mas a viagem não lhe corre bem, acabando envolvida numa teia de exploração sexual.

Ana Moreira, de 26 anos, está nesta arte há oito, precisamente quando protagonizou «Os Mutantes», também de Villaverde. Não abdica de uma certa independência: «Aparecer só para fazer o que vier, não. Dói-me muito fazer coisas de que não gosto. Não quero estar na montra». Porém, tem consciência do «meio pequenino» que Portugal é, onde «há cada vez menos realizadores com quem trabalhar» e «tudo está a afunilar cada vez mais». Entre as férias e o desemprego, tem vontade de continuar: «Às vezes, sinto um grande vazio, mas encaro-o com paciência e determinação. A vontade de fazer bons filmes com bons realizadores permanece e eu hei-de conseguir lá chegar». «Lá», onde ela já chegou.

Leia a entrevista na íntegra, amanhã no ACTUAL