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À volta das palavras

Letrista português já escreveu para intérpretes deste e do outro lado do Atlântico.

"Uma canção por acaso" é apenas uma entre as mais de 200 letras que escreveu para intérpretes portugueses e brasileiros. Mas quando a escutar, no próximo dia 26, nas vozes de Ney Matogrosso e de Katia Guerreiro, durante a Gala da Fundação Luso-Brasileira no Casino Estoril, Tiago Torres da Silva sentirá uma emoção tão profunda como a experimentada no dia em que ouviu, pela primeira vez, as suas palavras cantadas pela fadista Teresa Tarouca.

Quando tinha 11 anos, Beatriz Costa ofereceu-lhe uma pedra pintada com a cara dela (e a inevitável franja): "isto é para te dar sorte no teatro", disse-lhe a actriz, deixando-o perfeitamente atónito. O tempo deu-lhe razão. Torres da Silva foi assistente de encenação de João Lourenço no Teatro Aberto, estreou-se no Teatro Nacional com "Alguém me sabe dizer se estou vivo?" e no teatro de revista com a peça "Mamã eu quero". Dirigiu Fernanda Borsatti em "Não digas nada" e Bibi Ferreira em "Bibi vive Amália", duas experiências "inesquecíveis".