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À procura da terceira via

À beira de completar 67 anos, o cidadão Jorge Sampaio está de partida para a Etiópia, na primeira de muitas viagens que já tem agendadas até final do ano para falar ao mundo de tuberculose.

Os primeiros dias sem as rotinas da Presidência não lhe foram fáceis. «Tenho de ir construindo o que significa o cidadão Jorge Sampaio ser ex-Presidente da República», afirma. Agora, o seu empenho está na função de enviado especial do secretário-geral da ONU para a tuberculose. Curiosamente, tem o seu «quartel-general» na Casa do Regalo, antigo Pavilhão de Pintura da rainha D. Amélia, pioneira na luta contra a doença em Portugal.

Na conversa com EXPRESSO, Jorge Sampaio fala também dos filhos. André Sampaio regressou temporariamente aos livros, depois de sucessivas referências desagradáveis sobre o seu emprego na Portugal Telecom. O ex-Presidente da República recorda que alguém com média global de 19 no Ensino Secundário e de 17 na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa não precisa de apoio paterno para arranjar emprego. «Veja que foi o próprio que, convidado para integrar os quadros do Grupo, recusou. Mas mantém as melhores relações com a PT».

Sobre a nomeação da filha, Vera Sampaio, como jurista do gabinete do ministro da Presidência, para dar apoio na área da imigração. Jorge Sampaio é peremptório. «Se ela tinha o perfil adequado, porque é que não há-de trabalhar naquela área?», questiona. Ainda por cima, assegura o pai Sampaio, «a minha filha não é politicamente militante, antes pelo contrário!».

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