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A nova geração de hipocondríacos... via web

Um estudo realizado pela Microsoft revela que a diversidade de informações sobre saúde disponíveis na web está a criar uma geração de internautas hipocondríacos. Em Portugal este é o tema mais pesquisado.

Paula Cosme Pinto*

Se por um lado a Internet é uma ferramenta útil para pesquisa em caso de doença, por outro lado o excesso de informação está a criar uma vaga de hipocondríacos cibernéticos. Quem o diz é a Microsoft que elaborou uma estudo sobre as buscas dos internautas ña temática da saúde.

O auto-diagnóstico é um dos maiores perigos da informação disponível na web. A equipa da Microsoft analisou os hábitos de pesquisa de mais de um milhão de internautas e entrevistou mais de 500 quinhentas pessoas, concluindo que na maioria dos casos as buscas sobre saúde aumentam os temores dos usuários.

Por exemplo, uma dor de cabeça pode-se transformar no medo de um tumor. Já uma simples pesquisa cujo início a incide numa dor no peito facilmente termina com o acesso a páginas sobre condições benignas e doenças graves.

Entre os 1 milhão de internautas analisados, 250 mil faziam pesquisas regulares sobre saúde. Por isso mesmo, o serviço nacional de saúde britânico lança o alerta: "A Internet pode ser um instrumento útil para obter mais informação, mas nunca deve substituir uma conversa com um especialista".

Internautas portugueses preocupados com a saúde

Os portugueses que acedem à Internet a nível particular fazem-no sobretudo em busca de informação sobre saúde, revela um estudo divulgado hoje pela Comissão Europeia. 

A análise das actividades efectuadas na Internet com fins privados demonstra que 22 por cento dos utilizadores portugueses procuram informações sobre saúde, sendo o segundo tópico de maior interesse a consulta de edições "on-line" de jornais e revistas (20 por cento), seguindo-se contactos com administrações públicas (18 por cento).