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A imparável subida dos pequenos

A esquerda volta a subir, atingindo agora, em conjunto (CDU e Bloco de Esquerda), os 20 pontos percentuais. O CDS também sobe e, pela primeira vez, ultrapassa os resultados das legislativas de 2005.

Humberto Costa

A CDU e o CDS/PP são os que mais sobem na intenção de voto deste barómetro do mês de Março. A coligação que integra os comunistas encurta a distância para o Bloco de Esquerda que, mais uma vez, mantém uma percentagem de dois dígitos, registando um crescimento de 0,3%.

Outra das novidades deste barómetro é a percentagem que alcança o CDS/PP, como resultado do estudo. Pela primeira vez o partido liderado por Paulo Portas ultrapassa a percentagem que o seu partido obteve nas legislativas de 2005 (7,7% para 7,3%).

A maior descida registada no barómetro de Março vai para o PS. Apesar do congresso do passado fim-de-semana, os socialistas, segundo os valores da projecção (exercício meramente matemático, presumindo que os inquiridos que responderam NS/NR se abstêm) caem 1,3%, o que lhes dá 39% das intenções de voto, cada vez mais longe da maioria absoluta.

O PSD mantém a tendência de queda, descendo desta vez, 0,8% relativamente ao mês anterior, para um valor projectado de 28,3%, um resultado inferior ao registado por Pedro Santana Lopes nas legislativas de 2005.

Louça é líder na oposição

No barómetro há uma descida na popularidade de todos, com Louça a manter a liderança na oposição e Manuela Ferreira Leite quase tão impopular quanto o Governo.

Em matéria de popularidade Louça lidera a oposição, segundo os dados da Eurosondagem para o Expresso/SIC/Rádio Renascença. Apesar da diferença do resultado deste mês em comparação com o mês anterior (-0,8%), Louça tem um saldo positivo de 3,5%. O líder bloquista é seguido por Paulo Portas cuja a imagem cai em Março 1,7% para um saldo positivo de 1,4%.

A Assembleia da República regista no mês de Março a maior queda no saldo entre as apreciações positivas e negativas. A imagem da líder dos sociais-democratas tem um saldo negativa de 12,1%, uma queda relativamente ao mês anterior de 1,6%.

Pior que a líder social-democrata só mesmo o Governo cujo saldo é de -21,8%.

A queda da popularidade do Executivo de José Sócrates é uma tendência que se vem confirmando e este mês a descida foi de 0,9%. Com saldos de popularidade negativos encontram-se ainda a Assembleia da República (-11% com uma queda de 3,2%), Jerónimo de Sousa (-8,7%, com uma queda de 2,9%).

Com resultado positivo está a imagem do Presidente da República (37,2%) apesar da queda deste mês de 2,6%.

Também a imagem do primeiro-ministro sofreu uma descida, este mês, de 2%, registando um saldo positivo de 18,6%, metade da popularidade de Cavaco Silva.

O Estudo de Opinião efectuado pela Eurosondagem, SA para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, de 26 de Fevereiro a 03 de Março de 2009. Teve por objecto perguntas sobre a intenção de voto e a actuação dos titulares dos órgãos de soberania e dos líderes partidários. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone fixo. A amostra foi estratificada por região: Minho, Douro e Trás-os-Montes (20,6%), Área Metropolitana do Porto (14,5%), Beiras, Estremadura e Ribatejo (28,6%), Área Metropolitana de Lisboa (26,4%), Alentejo e Algarve (9,9%). Foram efectuadas 1221 tentativas de entrevistas e, destas, 203 (16,6%) não aceitaram colaborar no estudo de opinião. Foram validadas 1018 entrevistas (83,4%). A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo. Desta forma resultou, em termos de sexo: feminino 50,9% e masculino 49,1%; e no que concerne à faixa etária: dos 18 aos 30 anos, 21,8%; dos 31 aos 59, 52,6%; com 60 anos ou mais, 25,6%. O erro máximo da amostra é de 3,07% para um grau de probabilidade de 95%.