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"A contestação não vai a lugar nenhum"

Os manifestantes vieram de todo o país

José Ventura

Ministra do Trabalho e da Segurança Social, Helena André, reagiu à manifestação nacional da CGTP em Lisboa contra as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo. (Vídeo SIC no fim do texto)

A ministra do Trabalho e da Segurança Social afirmou que o Governo reconhece "o direito constitucional à manifestação", mas que "Portugal precisa mais concertação e menos contestação" e apelou a uma postura de diálogo. 

Helena André falando aos jornalistas, em conferência de imprensa, aproveitou para "valorizar a posição de abertura de algumas organizações sindicais" respondendo à "postura de abertura e diálogo anunciada na passada semana pelo Governo" relativamente a "um pacto de emprego". 

Neste sentido a ministra frisou que "o Governo pretende é concertação e não contestação" e apelou a uma união de esforços. 

"A contestação não vai a lugar nenhum" sublinhou a ministra para apelar novamente "à concertação". 

"Diálogo por um Portugal mais coeso"

"É através do diálogo e da capacidade de unir forças que podemos ter um Portugal melhor mais coeso e que mereça a confiança daqueles que, neste momento, têm dúvidas sobre a nossa capacidade de ultrapassar esta crise económica internacional". 

A ministra escusou-se a comentar o número de participantes na manifestação, cerca de 300 mil de acordo com a CGTP

À Lusa o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP disse não ter dados sobre o número de pessoas que estiveram na manifestação. 

Helena André afirmou que as medidas que o Governo tomou no âmbito do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) são as necessárias para restaurar a confiança internacional em Portugal e garantir o emprego. 

Medidas do PEC são fundamentais

"As medidas tomadas pelo Governo no âmbito do Programa de Estabilidade e Crescimento e as medidas adicionais são fundamentais para a nossa economia e o nosso emprego e para restaurar a confiança internacional na República Portuguesa", afirmou Helena André. 

A governante salientou em seguida: "se não agíssemos é que estávamos a pôr em causa os diretos dos trabalhadores portugueses". 

Referindo-se às medidas de proteção do desemprego, a ministra afirmou que o Governo mantém os apoios à formação profissional e à contratação dos jovens e dos desempregados com vista a "reintegrarem-se mais rapidamente no mercado de trabalho". 

A manifestação convocada para hoje pela CGTP visa protestar contra as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo. 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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