Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

23 milhões levantam-se contra a pobreza

A ONU fez o apelo e o mundo reagiu: 23 milhões de pessoas participaram ontem na iniciativa "Levanta-te contra a pobreza". A manifestação já entrou para o livro do Guinness.

Vinte e três milhões de pessoas aderiram ontem ao apelo das Nações Unidas na iniciativa “Levanta-te contra a pobreza”. Da América Latina à Ásia, em escolas ou estádios de futebol, todos quiseram lembrar os líderes mundiais das suas promessas de eliminar a pobreza extrema até 2015.

Para a assinalar o Dia Mundial da Erradicação da Pobreza foi pedido à população mundial que ficasse de pé durante, pelo menos, 30 segundos, para manifestar o seu apoio às Metas de Desenvolvimento do Milénio, fixadas pela ONU, em 2000. Desde as 11h00 de domingo, até às 11h00 de segunda-feira, 23,542,614 pessoas “levantaram-se contra a pobreza”, estabelecendo um recorde que vai integrar o livro do Guinness.

“Juntos conseguimos alcançar um recorde incrível para a maior mobilização de povos na luta contra a pobreza. No entanto, o recorde que nós gostaríamos mesmo de bater é o do número de promessas falhadas e das vezes que os pobres têm sido ignorados”, salientou Eveline Herfkens, coordenadora da iniciativa e directora executiva da Campanha Milénio, cuja meta é a redução substancial do indicadores de pobreza até 2015.

Estiveram envolvidas no apelo mais de 900 organizações internacionais, em coordenação com organizações e movimentos sociais com base em cerca de 100 países. Segundo dados da ONU, meio milhão de estudantes participaram na Síria, Jordânia e Palestina. A Ásia superou todas as expectativas, com cerca de 18 milhões de pessoas a integrarem a iniciativa, sendo mais de metade indianos. A África foi o segundo continente mais activo na manifestação, com mais de três milhões de participantes. As populações europeia e americana foram as que menos participaram. Por cá, foram 19.149 os portugueses a colaborar.

No Dia Mundial da Erradicação da Pobreza, a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Louise Arbour, aproveitou para lembrar que “a pobreza é uma causa mas também uma consequência das violações dos direitos humanos.”