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Expresso

10 perguntas a... por Inês Meneses

Rogério Samora: “Temos de aprender a viver neste ‘novo mundo’”

Ator há 40 anos. Trabalhou com Manoel de Oliveira, Fernando Lopes, João Lourenço, Solveig Nordlund ou Luís Miguel Cintra. É um dos rostos da ficção nacional da SIC

Carla Barroso Coelho

O que lhe devolve o espelho quando o enfrenta?
Nem saudades, nem rugas, nem nostalgia. Nada disso! Espanto, orgulho e delicadeza, sim!

Identifica agora algo que adiou ver em si?
A verdade! A tranquilidade!

A coerência só interessa aos aborrecidos?
Absolutamente, ou como diria Tomás Manuel da Palma Bravo em “O Delfim” : Positivamente!

É do (seu) presente que gosta?
Do meu presente gosto e também gosto de receber presentes (risos). O presente que me rodeia entristece-me e assusta-me! Temos de aprender a viver neste “novo mundo”.

A televisão começou há muito a roubá-lo dos palcos?
A televisão nunca me roubou nada, antes pelo contrário. Deu-me/dá-me a possibilidade de conhecer melhor o ser humano. De ser mais disciplinado, exigente e cauteloso!

Vive bem neste mundo mediático?
É uma indústria que dá emprego a muitos profissionais. Uns bons, outros assim-assim! Desde que haja respeito de parte a parte e não se abram todas as portas e janelas... para quê viver mal com isso se podemos viver bem?

O mundo é dos que se adaptam às circunstâncias ou daqueles que não as temem?
É daqueles que sabem quais as circunstâncias a que se devem adaptar e as que devem combater com unhas e dentes! Viver sem medo aumenta a esperança de vida e dá alegria!

Lembra-se da coisa mais importante que lhe disseram enquanto ator?
Respeita a personagem, ama-a e aceita-a!

O que faz do outro um bom amigo?
O Respeito. A Lealdade. A Honestidade. A Paciência. A Tolerância. A Disponibilidade.

É (muitas vezes) pela dor que sublinhamos a nossa existência?
F...da-se! Então não é?!?!