Anterior
Sim, sou trabalhadora; sim, também fui ao Pingo Doce.
Seguinte
Os muçulmanos só podem comer carne "halal"?
Página Inicial   >  Blogues  >  Crónicas de uma Muçulmana  >   "Zonas de conforto": eu, Troika, Relvas, Mário Crespo e os "Costas"

"Zonas de conforto": eu, Troika, Relvas, Mário Crespo e os "Costas"

|
 
Repensar. Reflectir. Re-alocar. Re-alojar. Recomeçar tudo; outra vez. A família, a escola dos miúdos, as despesas que todos estes aspectos implicam, fora as despesas com toda a papelada para submeter uma candidatura a um visto, e o tempo perdido... E o dinheiro que não se ganha quando se perde tempo. Nada é fácil. Não há em nada disto "conforto". E a "zona", oh, essa ainda é mais difícil de encontrar.
De novo escrevo de Angola. Procuro uma " zona de conforto ", entre ter os filhos em Lisboa e ter o marido a trabalhar neste pais. Não é possível conciliar tudo e encontrar uma " zona de conforto".      
À procura de um tema para o blogue, sigo as notícias. De Portugal nada de novo. Ou melhor, tudo cada vez pior. A Troika continua a governar o pais e para mim, por mais repugnante que possa parecer, prefiro que seja essa entidade a fazê-lo do que os governantes que temos. Tentamos afastar os corruptos, mentirosos, e maus exemplos, para aparecerem outros piores. Prefiro mesmo que permaneçam fantoches, para não piorar mais o que já é irrecuperável, e ainda por cima, dando maus exemplos de ética e comportamento.
Ontem assisti a um espectáculo escandaloso: o Jornal das Nove de Mário Crespo. Parecia um programa de lavagem da imagem de Miguel Relvas. Bem sei que Relvas foi carregado nas palminhas das mãos de Mário Crespo para poder propagandear Passos Coelho nos "frente a frente" do mesmo programa. Ontem, este mesmo Jornal pareceu mais o jornal do Mário Crespo, do que um meio de compromisso para a informação e formação deontológica. MC permitiu a si mesmo longos minutos para defender o que chamou "uma tese" para defender um alto representante do governo que cometeu erros gravíssimos e puníveis da forma mais justa se acontecesse numa verdadeira democracia.
Criticamos os países africanos pela corrupção e conivência com interesses político-económicos. É mesmo nesses países que os Portugueses e não só, encontram "oportunidades". Não estou tão convencida no entanto, que a maioria consiga novas "zonas de conforto". 
Nesta minha senda de uma "zona de conforto" olho para o meu país e para os seus governantes e pergunto-me se realmente percebem as consequências devastadoras dos seus exemplos para gente a quem dizem para sair da "zona de conforto" e olhar para a crise como uma "oportunidade".
No dia em que cheguei a Luanda entrei num apartamento onde tudo precisava de ser reposto, re-começado. O Sr.Costa, um homem de Viana do Castelo, apareceu com um rapaz angolano. Ambos trabalham para um empreiteiro. O Sr.Costa trabalhou muito, sempre com grande empenho e vontade de bem servir. Tem casa e família em Portugal. Passou o dia inteiro sem pedir nada para comer ou beber. A formação que tive não me permite receber sem oferecer algo. Havia pão e queijo e sumo. E todos comemos. De outra forma, trabalharia na mesma as 9 horas seguidas, como me disse. 
Iguais a este, devem estar por cá muitos "Costas" que vieram à procura de "oportunidades" mas certamente não vão gozar de novas "zonas de conforto", pelo menos, não enquanto tiverem saúde e vida para o fazerem.
O último relatório da OCDE refere, entre outros factos importantes, o de Portugal ser um dos países onde o fosso entre ricos e pobres é dos mais significativos. Afinal, temos a infelicidade de estarmos neste momento em circunstâncias muito semelhantes aos dos países em desenvolvimento, nomeadamente os africanos, com a desoladora agravante de, em vez de anteciparmos qualquer tipo de desenvolvimento, vemos governantes tentando exercer o seu poder sobre órgãos de informação e sendo eles mesmos manipulados por interesses económicos, sem escrúpulos ou qualquer tipo de pudor.

Opinião


Multimédia

Music fighter: temos Marco Paulo e Bruno Nogueira numa batalha épica

Está preparado para um dos encontros mais improváveis na história da música portuguesa? O humorista Bruno Nogueira e a cantora Manuela Azevedo, dos Clã, pegaram em várias músicas consideradas "pimba" - daquelas que ninguém admite ouvir mas que, no fundo, todos vão dançar assim que começam a tocar - e deram-lhe novos arranjos, num projeto que chegou aos coliseus de Lisboa e do Porto.  "Ninguém, ninguém", de Marco Paulo, tem possivelmente a introdução mais acelerada e frenética do panorama musical português. Mas, no frente-a-frente, quem é o mais rápido? Vai um tira-teimas à antiga?

Dez verdades assustadoras sobre filmes de terror

Este vídeo é como o monstro de "Frankenstein": ganhou vida graças à colagem de partes de alguns dos filmes mais aterrorizantes de sempre. Com uma ratazana mutante e os organizadores do festival de cinema de terror MotelX pelo meio. O Expresso foi à procura das razões que explicam o fascínio pelo terror, com muito sangue (feito de corante alimentar) à mistura. 

A paixão do vinil

Se para muitos o vinil é apenas uma moda que faz parte da cultura do revivalismo vintage, para outros ver o disco girar nunca deixou de ser algo habitual.

Portugal foi herdado, comprado ou conquistado?

Era agosto em Lisboa e, às portas de Alcântara, milhares de homens lutavam por dois reis, participando numa batalha decisiva para os espanhóis e ainda hoje maldita. Aconteceu em agosto de 1580. Mais de 400 anos depois, o Expresso deu-lhe vida, fazendo uma reconstituição do confronto através do recorte e animação digital de uma gravura anónima da época.

O Maradona dos bancos centrais

Dizer que Mario Draghi está a ser uma espécie de Maradona dos bancos centrais pode parecer estranho. Mas não é exagerado. Os jornalistas João Silvestre e Jorge Nascimento Rodrigues explicaram porquê num conjunto de artigos publicado no Expresso em Novembro de 2013 e que venceu em junho deste ano o prémio de jornalismo económico do Santander e da Universidade Nova. O trabalho observa ainda o desempenho de Ben Bernanke no combate à crise, revisita a situação em Portugal e arrisca um ranking dos 25 principais governadores de bancos centrais. Republicamos os artigos num formato especial desenvolvido para a web.

Com Deus na alma e o diabo no corpo

Quem os vê de fora pode pensar que estão possuídos. Eles preferem sublinhar o lado espiritual e terapêutico desta dança - chamam-lhe "krump" e nasceu nos bairros pobres dos Estados Unidos. De Los Angeles para Chelas, em Lisboa, já ajudou a tirar jovens do crime. Ligue o som bem alto e entre com o Expresso no bairro. E faça o teste: veja se consegue ficar quieto.

O Cabo da Roca depois da tragédia que matou casal polaco

Os turistas portugueses e estrangeiros que visitam o Cabo da Roca, em Sintra, continuam a desafiar a vida nas falésias, mesmo depois da tragédia que resultou na morte de um casal polaco, cujos filhos menores estavam também no local. Durante a visita do Expresso, um segurança tentou alertar os turistas para o perigo e refere a morte do casal polaco. O apelo não teve grande efeito. Veja as imagens.

Ó Capitão! meu Capitão! ergue-te e ouve os sinos

Ele foi a nossa ama... desajeitada. Ele foi o professor que nos inspirou no liceu. Ele trouxe alegria, mesmo nas alturas mais difíceis. Ele indicou-nos o caminho na faculdade. Ele ensinou-nos a manter a postura, mas também a quebrar preconceitos. Ele ensinou-nos que a vida é para ser aproveitada a cada instante. Ó capitão, meu capitão, crescemos contigo e vamos ter de envelhecer sem ti. 

Crumble. A sobremesa mais fácil do mundo

Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida, especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Voámos num F-16

Um piloto da Força Aérea voou com uma câmara GoPro do Expresso e temos imagens inéditas e exclusivas para lhe mostrar num trabalho multimédia.

Salada de salmão com sorvete de manga

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Por faróis nunca dantes navegados

São a salvaguarda dos navegantes, a luz que tranquiliza o mar. Há 48 faróis em Portugal continental e nas ilhas. Este é um acontecimento único: todos os faróis e 1830 km de costa disponíveis num mesmo trabalho. Para entendê-los e vê-los, basta navegar neste artigo.

Parecem casulos onde gente hiberna à espera de ver terra

No Porto de Manaus não há barcos, mas autocarros bíblicos que caminham sobre água. Têm vários andares e estão cheios de camas de rede que parecem casulos onde homens, mulheres e crianças aguardam o destino. E há gente a vender o que houver e tiver de ser junto ao Porto. "Como há Copa, tem por aí muito gringo que vem ter com 'nóis'. E então fica mais fácil vender"

O adeus de Lobo Antunes às aulas de medicina

O neurocirurgião deu terça-feira a sua "Última Lição" no auditório do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, na véspera de deixar o seu trabalho no serviço nacional de saúde.


Comentários 3 Comentar
ordenar por:
mais votados
Desilusões e esperanças
Não vi esse programa do Crespo, mas acredito no seu relato. Crespo sempre esteve nas boas graças de Relvas, que tencionava nomeá-lo correspondente da RTP em Washington, como era seu desejo. Só não se concretizou porque houve uma fuga de informação que inviabilizou o esquema
  A desilusão com mais este episódio, similar a tantos outros e que nos tornam cépticos sobre a honestidade desta gente, é justificada.

A esperança são os Srs,Costa, que não se deixam abater, que vão trabalhar para onde está o trabalho, que enviam dinheiro para sustentar a família e que nunca se deixarão afundar no desânimo.

São as duas faces da vida, tão importantes nas filosofias orientais.....
lol
Eu vi esse frente a frente na sic noticias, e concordo com a sua opinião. Nunca tinha visto o MC comunicar uma "tese" durante tantos minutos defendendo com toda a clareza uma parte no lugar de procurar a imparcialidade que o jornalismo tanto carece. Fico contente de alguém fazer um raparo sobre esta "dissonância cognitiva".
CEGO È O QUE NÂO QUERE VER
VI o noticiario, como todos os dias, porque é liso e sem ondulados. MC. É hoje dos poucos jornalistas, que tem estatuto e que não precisa de vergar a espinha, ou ser servil, como aconteceu com nesta casa, onde os Directores, criam fazer mudar de opinião, e ele bateu com a porta. Agora com Luis Fazenda, a vomitar como é se apanagio, e o jose L. Arnaut a não querer ser indelicado. Mas vamos ao que interessa. O Relvas Prejudicou, benefeciou, ou ele tirou proveito dee qualquer situação. RESPONDAM. Mexeu foi com muitos interesses.RTP. Privatizaçãp. Tem muita ligação com jornalistas, e muitos pensam, que se pode ter sempre b eneficios. Acham correcto um jornalistaa dar 32 minutos para uma resposta. Há Pessoas que vão sempre parasitando outros para se tornaarem conhecidas.
Comentários 3 Comentar

Últimas


Edição Diária 17.Abr.2014

Leia no seu telemóvel, tablet e computador
PUBLICIDADE

Pub