25 de maio de 2013 às 19:33
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Zona euro: Troika está a aumentar hipótese de "queda caótica"

Economista Mark Weisbrot defende que é preciso reverter "políticas de austeridade" e aponta a solução para a crise da dívida na zona euro: "reestruturar a dívida grega" e salvar Espanha e Itália.
Lusa

 A solução para a crise de dívida soberana na zona euro é "reestruturar a dívida grega e garantir que as economias italiana e espanhola não caem", defendeu o economista Mark Weisbrot, sublinhando o caráter prejudicial da austeridade.

"É preciso reverter as políticas de austeridade" que a troika (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia) está a impor aos países em dificuldades financeiras, afirmou o economista, em entrevista à Agência Lusa.

Isto porque, defende Weisbrot, "com essas políticas, as economias estão a encolher" e a troika, "ao forçar os governos a apertar os seus orçamentos, está a aumentar as possibilidades de uma queda caótica dessas economias", sobretudo no caso da Grécia mas também nos de Portugal, Itália e Espanha.

"BCE tem de baixar as taxas de juro"


O co-fundador do Center for Economic and Policy Research (CEPR), uma organização norte-americana de investigação, admite que "é possível" que também a dívida de Portugal e da Irlanda sejam reestruturadas "mas, nesta altura, isso não é necessário".

Para isso, "o BCE tem de baixar as taxas de juro como está a fazer a Reserva Federal", nos Estados Unidos. Mark Weisbrot tem dificuldade em explicar a opção de política monetária do BCE mas arrisca duas justificações: "Em parte, é uma questão ideológica e, ao mesmo tempo, é uma visão irracional de que [baixos juros] aumentam a inflação", afirma.

O economista norte-americano considera que a proposta de taxar as transações financeiras, avançada quarta-feira pelo presidente da Comissão Europeia, é "uma ótima ideia", defendendo que o imposto deve ser aplicado em todas as economias do euro.

Taxa sobre transações financeiras pode render €55 mil milhões


O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, anunciou quarta-feira no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, que o executivo comunitário propôs uma taxa sobre as transações financeiras que poderá render anualmente 55 mil milhões de euros.

"É uma ótima ideia porque este imposto aumenta as receitas e reduz as atividades financeiras desnecessárias que só servem para desperdiçar meios", justifica.

Crise de "falha política"


Num artigo publicado na semana passada no jornal britânico 'The Guardian', Weisbrot defende que a crise que a zona euro atravessa "não é tanto uma crise de dívida mas uma crise de falha política". O economista afirma mesmo que "há sempre alternativas para uma década sem crescimento, biliões de dólares de riqueza perdidos e milhões de desempregados (...) em Espanha, Portugal, Grécia e agora em Itália". Haja "vontade política e competência para mudar de rumo".

Formado em Economia pela Universidade do Michigan, Mark Weisbrot é co-diretor do CEPR, em Washington, e presidente do Just Foreign Policy, uma organização independente cuja missão é "reformar a política externa dos Estados Unidos (...) com base na diplomacia, na lei e na cooperação".

 

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Economia:Mais teorias? Não! Trabalhar para vencer.
Pois, pois!

Teorias há muitas, mas a certeza é só uma:

Estamos tramados! A austeridade bateu-nos à porta e temos de aguentar.

O importante é mantermos o programa certinho para sairmos deste "vórtice" do ciclone, que ameaça "varrer" tudo por onde passe...

Estamos no tempo da coragem, da nossa e da dos governantes.
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Raciocínio acessível
Para os não iniciados nos meandros da economia, os argumentos deste especialista parecem sensatos e compreensíveis.

Esta abordagem de rápido equilíbrio orçamental, com medidas drásticas de contenção de despesas, parece poder levar à paralisação económica de uma sociedade. Menos rendimentos, menos consumo, menos produção, menos emprego, sempre a descer até ao abismo.

Injectando capital, a juro baixo, pode insuflar-se todo o tecido produtivo e pode estabelecer-se um plano de médio/longo prazo para o desejado equilíbrio entre despesas e receitas.

Desconheço que tipo de razões impede que se pense nestas possibilidades...
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Quem tenha 2 dedos de testa sabe o resultado
À troika , vulgo o FMI que é o que impõe as directrizes só importa a troco do emprestimo que faz ao país , que este abra os seus mercados , acabe com proteções que exista às suas populações ou empresas , que venda os seus dedos , ou seja as suas empresas publicas e que sirva de cobaia a novas experimentações de políticas , para que no futuro sirvam noutros países para acumulação do grande capital financeiro internacional.
É isto que importa ao FMI , o destino do país pouco importa.

Toda a gente , por esta altura já deve saber o resultado que vai dar a troika em Portugal , se não sabem ou são ingénuos , burros , ou são cumplices no acesso ao pote pelo grande capital.
Neste contexto não se pode deixar de referir os que andavam a clamar pela chamada do FMI à muito , que já deveríamos ter chamado aquando da Grecia , esta gente só pensa em encher os seus bolsos , pouco lhe importava que nesta altura tivessemos no caos como a Grecia.

Este governo do PSD esteve sempre ansioso na 1ª fila desejando que viesse o FMI para implantar as suas políticas neo-liberais , para que com a venda das empresas públicas , podessem encher os bolsos , uma especie de multiplicação do caso BPN , tanto esteve que acabou por derrubar o governo numa altura crítica para forçar a vinda do FMI.
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Europa, um continente de estúpidos
Mas a Europa, este continente de estúpidos arrogantes, jamais vai aceitar o que o resto do Mundo já entendeu: os europeus estão a beira do precipício e em risco de arrastar todo o Mundo nesta espiral de loucura suicida e acéfala. A Europa pretende sempre ver nos avisos americanos (ou chineses, ou japoneses, ou ingleses, ou brasileiros, etc.) um ataque, ou uma guerra, ou uma qualquer outra teoria da conspiração contra o seu euro. Basta ver o discurso patético de Durão Barroso nesta semana. Não, não vale a pena virem avisar seja do que for. A Europa enlouqueceu e vai levar o Mundo atrás...
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Vai cair...
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porreiro
só não vê quem não quer
Governo limita a 12 salários compensação...
Governo limita a 12 salários compensação por despedimento para 75% dos activos.
Até os leigos
conseguem intuir que o economista poderá ter razão, tem quase de certeza razão.
Só não aceita esta evidência quem cá e lá está amarrado a valores egoistas e interesseiros e a ideias viciadas do passado ( liberalismo e capitalismo selvagem e financeiro) e que aproveitam a crise que desencaderam, para aprofundando a exploração do povo e do trabalho , conseguirem salvar a si proprios e às suas contas bancárias.
REESTRTURAÇÃO DA DIVIDA
QUEM SERÁ ESTE "Mark Weisbrot" que já fala daquilo o PARTIDO COMUNISTA dizia desde o início?
A cegueira
O maior cego é o que não quer ver. Pode-se aplicar este ditado a nós próprios porque não queremos afastar a ilusão de que os que nos governam, no país e na Europa, serão capazes de resolver uma situação criada pelos grupos financeiros de que eles são os representantes. Os governos europeus não são capazes de se opor à desgraça que os donos da finança e do mundo traçaram para os povos europeus. A democracia corre perigo e o fascismo espreita. Quando os povos se revoltarem contra estas medidas que acabam com os direitos do trabalho, desde a contratação, aos horários e ao salário, o direito à saúde e à educação, teremos a polícia, que pelos vistos anda a treinar para isso, a exercer a violência sobre quem se manifesta, inventando tumultos onde eles não existem. Que tumultos houve no dia 1 de Outubro para que fossem necessários os recados dos polícias e do 1º Ministro.Não vai querer o Sr.Primeiro Ministro que as pessoas aceitem de bom grado a miséria que quer impor ao povo português. Mark Weisbrot sabe, porque não é cego, que não caminhamos para lado nenhum, que não caminhamos para a solução mas para o aprofundamento da crise. nas mãos dos especuladores, a Europa vai cavar a sua própria ruína. E o desfecho é histórico: fascismo e guerra. Cabe-nos travar esse caminho. Só os povos o podem fazer! Não esperemos que os representantes dos donos do mundo o façam. Eles aguardam as migalhas que caem da mesa do banquete.
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