27/05/2012 atualizado às 1:18
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Zona euro: FMI estima crescimento de 1%

O Fundo reviu em alta as previsões de crescimento para a zona euro, mas recomenda a manutenção dos apoios estatais numa retoma que ainda é "frágil".

14:30 Terça feira, 26 de janeiro de 2010
Os apoios orçamentais previstos para 2010 devem ser aplicados na íntegra, diz o FMI
Os apoios orçamentais previstos para 2010 devem ser aplicados na íntegra, diz o FMI
AP/Simon Dawson

O Fundo Monetário Internacional actualizou em alta as previsões de crescimento para a zona euro, estimando uma subida de 1% no PIB, num ano em que os apoios do Estado às economias devem manter-se e ser "totalmente aplicados". 
 
"Devido à ainda frágil natureza da retoma económica, as políticas orçamentais devem manter os apoios à actividade económica no futuro próximo. Os apoios orçamentais previstos para 2010 devem ser aplicados na íntegra", diz a actualização do World Economic Outlook do FMI. 
 
Entre as recomendações para os Orçamentos para 2010, divulgada no dia em que o Governo português apresenta o Orçamento do Estado para este ano, o FMI sublinha a necessidade de "reduzir os défices orçamentais, mantendo a preocupação de proteger os gastos com os mais pobres e as ajudas externas".

PIB mundial deverá crescer 3,9% 


Grande parte das previsões feitas esta manhã resulta numa revisão em alta, traduzindo a convicção de que a retoma, ainda que frágil, é já uma realidade. Assim, os economistas do FMI prevêem um crescimento de 3,9% da economia mundial, este ano, e de 4,3% para 2011. 
 
Na zona euro, a previsão aponta 1% este ano, acelerando para 1,6% no ano seguinte. Nos Estados Unidos, a retoma é mais notória, prevendo os analistas do FMI um crescimento de 2,7% este ano, e uma desaceleração para 2,4% em 2011. 
 
A China, com um crescimento previsto de 10% em 2010, lidera a lista de países com o maior crescimento, numa lista onde se destaca também a Índia, com previsão de 7,7%. 

Mais perigos para as economias avançadas 


Nem tudo, no entanto, são boas notícias. Os analistas do FMI consideram que as economias avançadas enfrentam vários perigos, entre os quais "as altas taxas de desemprego e de dívida pública, a recuperação parcial do sistema financeiro". 
 
No documento, o FMI alerta novamente para o perigo de as estratégias de saída da crise serem demasiado precoces, considerando que "pode minar o crescimento global ".

Lusa
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