O site da WikiLeaks
está em manutenção esta segunda-feira. O facto de não ser possível, até ao momento, aceder à página oficial desta organização não governamental (ONG) faz aumentar as expectativas para a possível divulgação, nas próximas horas, de mais de 400 mil documentos confidenciais sobre o envolvimento dos Estados Unidos na guerra do Iraque
. Segundo a imprensa norte-americana, a publicação na Internet poderá ocorrer ainda hoje.
A concretizar-se, será a maior revelação do site desde o passado mês de julho, quando a WikiLeaks divulgou 70 mil documentos secretos sobre a participação militar dos EUA no conflito do Afeganistão
. Será, também, a maior quebra de segurança desse tipo na história militar dos EUA.
Pentágono em alerta máximo
Preocupado com a "bomba" que está para rebentar a qualquer momento, o Pentágono
disse ontem que mobilizou, há várias semanas, 120 pessoas para examinar o impacto dessa fuga de informação.
Em declarações à agência Reuters, o porta-voz do Departamento de Defesa norte-americano, coronel David Lapan, diz que "alguns temas que poderiam estar incluídos nos documentos poderiam ser prejudiciais para as operações, para as fontes e para os métodos". Razão pela qual Lapan pede à WikiLeaks para devolver os documentos aos seus "legítimos donos", ou seja, o Exército norte-americano.
Os documentos poderão trazer à tona informações sobre ataques contra forças de segurança iraquianas, civis ou infraestruturas do Iraque.
A previsão inicial era a de que os documentos viriam a público até ao fim deste mês, mas o Departamento de Defesa dos EUA acredita que a divulgação ocorra entre hoje e amanhã.
A Wikileaks, ONG sediada na Suécia, dedica-se à publicação de documentos sigilosos e de interesse público. A organização assumiu protagonisnmo em julho, quando divulgou documentação referente à guerra no Afeganistão. Desde então, Julian Assange, ativista australiano e diretor da fundação, é alvo da fúria do Pentágono.