16 de abril de 2014 às 22:48
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WikiLeaks marca o ano de 2010

As revelações do Wikileaks provocaram tensão diplomática em todo o mundo e abriram um debate sobre a legalidade das filtrações. Clique para visitar o dossiê WikiLeaks
Lusa
O site WikiLeaks deverá continuar a marcar a atualidade em 2011 Fareed Khan/AP O site WikiLeaks deverá continuar a marcar a atualidade em 2011

Se a experiência do último mês é um sinal do que acontecerá a curto prazo, 2011 pode bem ficar definido como o ano das "filtrações", das "leaks" e do seu impacto na forma como se faz jornalismo e como se distribui e gera informação.

Clique para aceder ao índice do dossiê WikiLeaks

Desde 29 de novembro que as notícias em todo o mundo são, quase diariamente, dominadas, por revelações mais ou menos secretas, avaliações mais ou menos confidenciais, retratos mais ou menos embaraçosos, de governantes, governos e diplomatas.

As revelações do WikiLeaks provocaram tensão diplomática em todo o planeta, suscitaram amplos debates ainda sem fim sobre a legalidade ou não das filtrações e levaram muitos, dentro e fora do jornalismo, a questionar o impacto futuro.

Guerra cibernética


Às polémicas somaram-se os debates sobre liberdade de expressão, guerras cibernéticas, a personalidade de Julian Assange - fundador do WikiLeaks - e os 'copycats': novos fóruns, online, onde se dá espaço a filtrações idênticas.

Vai nascer a Openleaks, já existe a Indonleaks e a Brusselsleaks e fala-se de novos sítios. O próprio Wikileaks promete para o início de 2011 revelação de dados do setor privado, até agora poupado a estas "filtrações em massa".

Depois da experiência do "eu jornalista", em que os consumidores passaram a ser também as fontes de informação - com vídeo, fotos e texto - agora é a era da "filtração", em que o setor público e privado se vê mais exposto que nunca.

Para Javier Bauluz , prémio Pulitzer e responsável do diário digital Periodismo Humano, as filtrações marcam o novo "ecossistema da informação" em que o Wikileaks "é a bomba que muda tudo".

WikiLeaks não é anedota


Bauluz participou num debate recente promovido em Madrid pelo El Pais , um dos cinco jornais mundiais que o WikiLeaks forneceu com os 250 mil telegramas diplomáticos produzidos pela diplomacia dos Estados Unidos em todo o mundo.

Javier Moreno, diretor do El Pais, também sublinhou nesse debate o impacto das filtrações, que considera como potencialmente a notícia de maior envergadura que o jornal já acompanhou.

"O WikiLeaks não é algo anedótico. Mudou o panorama de forma radical", afirmou no mesmo debate.

Gilles Tremlet, do britânico The Guardian - outros dos jornais que recebeu os documentos -, recorda que os cinco estão dependentes "de muito pouca gente", numa referência à equipa da Wikileaks.

Maioria dos telegramas por revelar


"Eles fornecem os dados e isso implica que têm algum poder sobre nós", comentou.

Muitas questões se levantaram no debate, cujo impacto só progressivamente se irá sentindo: mudarão este tipo de filtrações, em que não se conhecem as fontes, a forma como se faz jornalismo? Continuarão os jornais tradicionais a ter o mesmo relevo na recolha e disseminação de informação? Quem passarão a ser as fontes, como se contactam e como se verificam?

Estas e outras perguntas devem continuar a marcar o debate em 2011, quando ainda falta revelar a maioria dos 250 mil telegramas da diplomacia norte-americana.  
 


Comentários 4 Comentar
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Re: WikiLeaks marca o ano de 2010
E marca muito bem. A WL é de facto um marco histórico no nosso mundo de hipocrisia e "duplos valores", onde se desculpam as extradições ilegais, a prisão sem julgamento ou acusação, os raptos, desde que feitos por determinados países, sobre a capa da luta contra o terrorismo - esse argumento inabalável para cercear as liberdades individuais e a privacidade.

Para mim, estes actos são criminosos e a sua publicação não deverá ser, de forma alguma, restringida alegando-se a importância dos segredos de Estado.

Se bem que a maioria da informação não é relevante, a culpa disso é dos jornalistas. Preferem falar da enfermeira ucraniana do Khadafi que escrever sobre os assuntos verdadeiramente importantes.
Wikileaks é a gota de água pq tanto esperavam...
... mas como não aparecia, tiveram de a criar eles próprios!
Quantas mais provas são necessárias, para que se compreenda o verdadeiro objectivo da wikileaks?
Toda esta “informação”(não disseram nada de novo), serve apenas para que se lance o debate, sobre a liberdade existente na internet e a consequente necessidade de legislar a mesma. Começam por a filtragem, mais tarde partem para a censura, fim de anonimato e por aí fora, até acabarem na proibição, para aqueles que se tornaram incómodos demais. Eles sabem que a internet (a partilha de informação séria) é a única arma que os pode combater! Desta maneira e com a população informada, apenas com aquilo que eles querem, está aberto o caminho para o movimento da nova ordem mundial, ou seja, escravização da população mundial!
Para que percebam a “inocência” da wikileaks, deixo apenas um nome de alguém que está por detrás desta organização: George Soros (para bom entendedor, meia palavra basta)!!!
Re: Wikileaks é a gota de água pq tanto esperavam. Ver comentário
O VERDADEIRO HERÓI É BRADLEY
MANNING que está sem dinheiro e quase sem amigos, foi ele que supostamente terá permitido tudo isto. Veja aqui:

http://oanaogigante.blogs...
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