O fundador do WikiLeaks, Julian Assange
, disse hoje que os cerca de 400000 documentos divulgados sobre a guerra do Iraque não deverão ter "nada de novo" para o Pentágono embora "não seja assim para o resto do mundo".
Julian Assange, que falava numa entrevista à cadeia norte-americana CNN num programa de Larry King, respondeu assim quando questionado sobre as declarações do Pentágono após a divulgação dos documentos no WikiLeaks
.
O fundador do WikiLeaks explicou que o que mostram os documentos reproduzidos é que a morte de civis foi contabilizada desde o início da guerra e coloca em dúvida que os militares americanos desconheciam o que estava a acontecer nas prisões iraquianas onde "foi cometida tortura".
Pentágono reconhece vulnerabilidade do Iraque
Na sexta feira, o porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell, disse não existir "nada que indique a existência de crimes de guerra", apesar de ter reconhecido surgirem "300 nomes de iraquianos em possível perigo" e de ter considerado que o "país é mais vulnerável agora".
O mesmo responsável disse que o Pentágono leu "página a página" as informações publicadas e que se tivessem indícios de crimes de guerra estes tinham sido investigados antes.
"O nosso maior medo é que tenham posto as nossas tropas em perigo no campo de batalha, revelando como respondem e as capacidades que possuem", disse.
Já para Julian Assange, o "único perigo é a reputação dos políticos que enviaram os soldados para o Iraque" e que agora terão de justificar os dados dos documentos que revelam a morte de 100000 iraquianos, 70000 dos quais civis.