A Wikileaks
anunciou hoje nas redes sociais Facebook
e Twitter
que está a ser alvo de um ataque informático, mas que isso não vai impedir a publicação de documentos secretos norte-americanos em vários jornais.
"Estamos atualmente a ser alvo de um ataque em massa sob a forma de negação de serviço", lê-se na mensagem colocada pela organização no Twitter e no Facebook.
"Os jornais El Pais, Le monde, Spiegel, Guardian e New York Times vão publicar muitos telegramas de embaixadas norte-americanas hoje à noite, mesmo que a Wikileaks deixe de funcionar", acrescenta a mensagem.
Todos os países do mundo em cheque
Julian Assange, o fundador da organização especializada na divulgação de documentos secretos, disse hoje à imprensa que vai divulgar nas próximas horas um quarto de milhão de documentos de embaixadas norte-americanas sobre "todos os grandes assuntos" do mundo.
"Os documentos que nos preparamos para publicar dizem respeito a todos os grandes assuntos em todos os países do mundo", respondeu Assange a uma pergunta sobre se os novos documentos diziam respeito ao Iraque ou ao Afeganistão.
Assange disse aos jornalistas que optou por falar com eles por videoconferência porque "a Jordânia não é o país mais seguro quando se tem a CIA atrás" e não indicou onde se encontra.
A Wikileaks, que se especializou na divulgação de documentos confidenciais, deverá divulgar nas próximas horas milhares de documentos de todo o tipo provenientes de embaixadas dos Estados Unidos em todo o mundo.
Administração norte-americana fala de vidas em risco
A divulgação destes documentos está a preocupar seriamente a administração norte-americana, que sábado advertiu a Wikileaks que a divulgação dos documentos vai colocar muitas vidas em risco, ameaçar operações antiterroristas e prejudicar as relações dos EUA com os seus aliados. Julian Assange avaliou o número de documentos em mais de um quarto de milhão.
"Gastei uma boa parte da minha energia e do meu tempo, durante o mês passado, a preparar a publicação da história da diplomacia norte-americana", disse na conferência de imprensa, organizada pela associação de repórteres árabes para o jornalismo de investigação (ARIJ).
"Estes 250 mil documentos secretos vêm de embaixadas norte-americanas em todo o mundo e já pudemos constatar que, durante a semana passada, os Estados Unidos reagiram para tentar minorar os efeitos que isto pode ter", disse.