Siga-nos

Perfil

Expresso

Web Summit

Viber quer ser plataforma única de comércio digital, pagamentos e comunicações

CEO da Viber quer apostar nas transferências pessoa-a-pessoa, no comércio digital e nos serviços bancários

Presidente executivo da Viber há cerca de um ano, Djamel Agaoua diz que tem presenciado "uma grande mudança no comportamento dos utilizadores". Referindo-se especificamente ao último ano, realça que durante este período os utilizadores fizeram download de duas aplicações por mês. Destas, quatro em cinco eram serviços de mensagens. "Isto constitui uma oportunidade para as apps de mensagens se tornarem em mega apps", asseverou esta quinta-feira durante a Web Summit, em Lisboa.

Djamel Agaoua quer transformar radicalmente o serviço de mensagens que lidera. "Não somos uma rede social, nem queremos ser", realça, diferenciando o Viber do serviço do Facebook. "O Messenger é um produto ótimo, está claramente na liderança da monetização, mas usa o conteúdo para direcionar publicidade. Nós não", garante. "Queremos conectar pessoas de forma gratuita e segura."

O objetivo de Agaoua é posicionar o Viber, detido pela empresa de comércio electrónico e serviços financeiros Rakuten, como uma plataforma de pagamentos. Como? Possibilitando pagamentos vitais, como e-commerce e remessas de imigrantes, além dos sociais (pessoa-a-pessoa ou peer to peer).

Foi com esse objetivo que lançaram na Rússia soluções de pagamento pessoa-a-pessoa e, nos Estados Unidos, uma funcionalidade que permite o pagamento de produtos através do chat, exemplifica.