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Web Summit

Como é que a tecnologia pode melhorar a criatividade?

ERIC PIERMONT / AFP / Getty Images

Uma pergunta com tantas respostas quantas as empresas e as pessoas que diariamente usam a tecnologia. Na Web Summit, numa sessão no palco Startup University, coube ao CEO do Grupo Altice, Michel Combes, dar a sua própria resposta

“A nossa empresa tem tudo a ver com tecnologia” começou por dizer o CEO da Altice, Michel Combes, interrogado por Jeremy Wilks da Euronews. Mas a questão era como se isso se traduzia em criatividade e foi com esse roteiro que o gestor do grupo franco-israelita defendeu que na base está uma cultura de empreendedorismo associada ao percurso dos fundadores da empresa. “Somos uma startup que hoje emprega 50 mil pessoas”, afirmou, defendendo que as “grandes empresas podem ser ágeis, desde que pensem como startups”.

Do lado da Altice, sublinhou, esse é o espírito que se mantém. “Gostamos do risco e gostamos de abraçar a inovação”. Michel Combes ilustrou essa cultura com exemplos de projetos em curso no grupo, como é o caso da recém-integrada plataforma de vídeo, a Teads, startup comprada em março deste ano, do projeto na área de pagamentos e da aposta em novas ofertas na forma como se vê desporto. “A nossa equipa de gestão é constituída por empreendedores, por isso esta atitude está no nosso ADN”.

As ideias que são escolhidas para testar novos produtos e serviços passam, em regra, por um período de desenvolvimento de seis meses a dois anos, a partir do qual avançam para o mercado. Da sua génese à implementação, o risco é um fator sempre presente. “À gestão cabe fazer escolhas, tendo presente que algumas ideias vão ser certeiras, outras vão correr bem e outras vão falhar”.