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Al Gore veio recrutar-nos para salvar o planeta e para dizer a “única coisa” que os EUA devem “eliminar” em 2020

Jose Caria

Ex-vice-presidente dos EUA foi um dos protagonistas do último dia da Web Summit, em Lisboa

Marta Gonçalves

Marta Gonçalves

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Lusa

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José Caria

José Caria

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Al Gore chegou à Web Summit com uma missão: recrutar-nos para salvar o planeta. O antigo vice-presidente norte-americano e prémio Nobel da Paz esteve esta quinta-feira na última conferência daquela que é maior feira de tecnologia da Europa. E desde logo garantiu que não vinha “para entreter com factos que já todos conhecem”.

“Venho recrutar-vos para fazerem parte da solução para a crise ambiental. Porque podemos resolver este problema. Temos de resolver e vamos resolvê-lo”, disse no palco da Web Summit, depois de ter sido recebido na sala com um ovação de pé. “Precisamos mesmo de mudar? Spoiler alert: sim, precisamos.”

Com o tema “O papel da comunidade da inovação para resolver a crise climática”, Al Gore acredita que os fenómenos naturais dos últimos tempos (grandes inundações, incêndios, furacões…) são a prova de que a mudança é necessária. E as mudanças fazem-se no presente, defendeu, e ainda vamos a tempo de as fazer.

Não podemos condenar a próxima geração ao desespero e sofrimento. A tecnologia está a melhorar a energia solar e a energia eólica. Já temos veículos elétricos e temos as ferramentas todas ao nosso dispor, mesmo contra os sistemas políticos: as pessoas continuam a ter a voz mais poderosa.”

“O mundo está nos primeiros passos para uma revolução de sustentabilidade, tão importante como a Revolução Industrial mas com a rapidez da Revolução Digital. Isso deve-se às pessoas aqui nesta sala, porque há um número cada vez maior de investidores desejosos de conhecer jovens que usam os seus conhecimentos e capacidades para encontrar soluções. Esses jovens são vocês: muito obrigada pelo que estão a fazer. Já estão a fazer uma grande diferença”, acrescentou.

Al Gore pediu ainda que não se confunda os EUA com Donald Trump, porque no país há vontade de continuar a lutar contra as alterações climáticas. “Vamos cumprir o nosso papel apesar de Donald J. Trump”, referiu.

O ex-vice-presidente transformado em ativista e investidor pelo clima afirmou que, pelas regras do acordo do clima de Paris, “os EUA só poderão sair no dia a seguir à eleição presidencial de 2020” e manifestou-se confiante de que a vontade política maioritária no seu país não coincide com a do Presidente. “Em 2020, a única coisa que os EUA deviam eliminar era o atual Presidente.”