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Web Summit

Quer ser viral no Facebook? Seja autêntico, emocional, teste e aprenda

SAEED KHAN/ Getty images

No segundo dia de Web Summit falou-se sobre o que faz um post ser gostado e partilhado milhões de vezes nas redes sociais

No mundo digital, as regras de popularidade não são, afinal, assim tão diferentes das do mundo físico. Autenticidade, emoção, testar e aprender são os segredos partilhados por especialistas em comunicação que participaram na conferência "Como é que os vídeos se tornam virais?".

Uyen Tieu, diretora geral da empresa de storytelling Great Big Story, conta que, quando quer fazer um vídeo eficaz, não segue o que está a ser feito nas redes sociais. "Acompanhar a tendência que está a ser seguida é contraproducente porque passamos a ser mais um igual aos outros", sustenta Uyen Tieu, salientando antes a importância das métricas de análise. "Para o nosso conteúdo ter impacto usamos os dados analíticos para saber as audiências do nosso post, para que seja partilhado da forma mais orgânica possível", sustenta a diretora geral da Great Big Story, que aponta como caminho de sucesso o storytelling e a emoção.

Outro dos participantes na conversa, Brendan Kane, responsável de influenciadores de negócios da Seakers, defende que o que faz é traduzir para o mundo digital as mensagens de celebridades, marcas e empresas, seguindo uma estratégia de 'tentativa e erro'. "Meço em tempo real o impacto de diferentes tipos de conteúdos, fotos de viagens, frases inspiracionais, piadas ou conteúdos políticos", conta Brendan Kane, acrescentando que em 30 dias testa 5 mil variações de conteúdos. "Publico à noite e no dia seguinte de manhã meço os resultados", explica, sustentando que o segredo é testar e aprender, com capacidade para esperar porque não é ao primeiro teste que funciona.

Malena Cutuli, diretora internacional da comunicação de marca da Shell, subiu ao palco para falar sobre o projeto 'Make the Future", em que a empresa de pretendeu alertar os millennials (pessoas nascidas entre o início dos anos 80 e o final da década de 90) para a importância do acesso à energia, recorrendo a música e artistas. A diretora da Shell garante não ter gasto muito dinheiro em cachets. "Quando as celebridades e influenciadores veem que há um propósito é mais fácil. Tendo em conta o tipo de empresa que é a Shell, sabíamos que ninguém ia querer trabalhar connosco se não fizéssemos algo de diferente", recorda a responsável que o segredo desta campanha, a que teve mais engagement no Facebook em 2016, foi manter a autenticidade de uma marca muito corporativa como a Shell e ir mais longe.