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Web Summit

Cuidados de saúde à distância de um click

Os cuidados de saúde estão a sair dos hospitais e das clínicas para o mundo virtual. Os prestadores já perceberam a mudança e, muitos, aproveitam a boleia de empreendedores que estão a apostar em ferramentas tecnológicas que juntam médicos e doentes através da web.

Maior transparência, facilidade e comodidade no acesso a cuidados de saúde são as propostas de duas plataformas web que permitem ter diagnósticos e consultas médicas à distância de um click no rato do computador ou através do smartphone.

A Conferência sobre Saúde que está a decorrer esta quinta-feira na Web Summit, reuniu representantes da DocPlanner e da babylon, e arrancou precisamente com o tema dos cuidados de saúde on demand (a pedido), colocando uma questão incómoda: conveniência acima da qualidade?

Os dois oradores convidados, Peter Bialo e Gary Mudie, representam duas plataformas de cuidados de saúde online, que permitem fazer diagnósticos, bem como marcar consultas.

Ambos frisam o aspeto da conveniência, quer para o doente, quer para o médico, mas garantem que a qualidade é um assunto ao qual dão muita importância.

Peter Bialo garante que a DocPlanner, plataforma de marcação de consultas online da qual é co-fundador e diretor financeiro, permite uma “maior transparência e facilidade na relação entre o paciente e o médico”, equiparando-a a um tripadvisor para os cuidados de saúde. “Em tempo real é possível encontrar um especialista [local] e marcar uma consulta, o que facilita a gestão da agenda do médico e reduz a falta de comparência nas consultas”.

Segundo dados do site da DocPlanner, este serviço já está disponível em 19 países, agrega mais 1,1 médicos e é usado por mais de 8 milhões de pacientes.

Já Gary Mudie dá a cara por uma app que permite ter diagnósticos online. A babylon, da qual é co-fundador, opera, para já, no Reino Unido, e usa a inteligência artificial para fazer a triagem e o diagnóstico de doenças. “Poupamos tempo aos doentes e aos médicos”, sustenta Gary Mudie, acrescentando que o acesso a cuidados de saúde não está ao alcance de todos e que este serviço pretende colmatar essa situação. A app inclui questionários dirigidos aos sintomas que o doente descreve – “a linguagem corporal é importante nos diagnósticos e como não conseguimos ter esse feedback, este sistema defende-se fazendo muitas perguntas” – e, depois de analisados todos os dados, faz o diagnóstico, mas pode concluir que é melhor agendar uma consulta com um médico.

Ambas as plataformas permitem fazer comentários, que são moderados por forma a proteger quer os doentes, quer os médicos, mas “nunca pondo em causa a transparência”, garante Peter Bialo. “A veracidade das opiniões é verificada e 99% das mesmas são, de facto, verdadeiras”, sustenta o responsável da DocPlanner.