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Vitória de Trump não passa despercebida na Web Summit

Marcos Borga

Oradores debateram esta manhã a derrota de Hillary Clinton no painel sobre as eleições norte-americanas na conferência de tecnologia

Owen Jones, jornalista do "Guardian"
A vitória de Donald Trump é a maior calamidade do mundo ocidental desde a guerra. Um misógino racista destravado é Presidente dos EUA. A vitória do medo tem paralelo no referendo do Brexit e na ascensão da extrema-direita francesa. Trump é um plutocrata que quer culpar o outro de tudo. Mas Hillary, que foi alvo de misóginia, foi vista como a candidata do sistema.

Milhões de pessoas que votaram em Trump não estão a Twittar nem a escrever sobre ele no Facebook. A maioria se calhar nem acesso tem às redes sociais.

O dano reputacional é tremendo. Com George W. Bush as pessoas estremeciam, mas depois do 11 de Setembro foi capaz de ir a uma mesquita dizer que o Islão é uma religião de paz. Agora milhões de americanos, mesmo que não queiram saber o que pensamos, escolheram um racista para os chefiar.

Bradley Tusk, empreendedor, Tusk Holdings
O único argumento de Hillary, em quem votei, era “eu quero ser, é a minha vez”. Sempre que um candiato de apresentou assim, perdeu: Al Gore, Bob Dole, John McCain, John Kerry... acho que ele se comporta como um idiota, mas a república vai sobreviver.

Trump não ganhou por ser bom no Twitter. Mais de 90% dos americanos não querem saber o que vocês europeus pensam sobre isto.

Quando Obama tomou posse, os democratas dominavam duas câmaras do congresso. Nas midterms, perdeu a maioria. Ficaria surpreendido se daqui a dois anos não houvesse algo do género.

David Patrikarakos, Daily Beast
Todos os pró-Hillary ficarão agora mais entrincheirados. Vivemos numa bolha que se confirma a si mesma.

Shailene Woolley, atriz e cofundadora da Up to Us
Os media mainstream propiciaram a vitória de Trump. Todos os dias ouvíamos falar dele a toda a hora.

Viajei muito e na Europa este verão só me diziam: dá para acreditar que este tipo concorra a Presidente ?! O assunto é internacional. Com os assuntos que dominam no mundo, refugiados, migrações, etc, ter este Presidente não é bom, temos de nos ligar aos aliados mas não a nível de Governo.

Uma pessoa só não é um revés, ora feminismo é um movimento. Está na rua, é com gente como eu e vocês.

Clinton teria feito avançar o feminismo? Seria uma enorme oportunidade, mas não vai parar. Até pode inspirar mais gente a acordar.